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Correio da Manhã

Portugal
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Ministério Público investiga branqueamento na operação 'Saco Azul'

Investigação que levou à constituição como arguidos do presidente do Benfica e da SAD do clube incidiu sobre fraude fiscal.
Lusa 15 de Julho de 2020 às 20:40
Justiça
Justiça FOTO: Getty Images
A investigação que levou à constituição como arguidos do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e da SAD do clube, incidiu sobre fraude fiscal, mas também sobre branqueamento de capitais, esclareceu à Lusa fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR).

"Clarifica-se que as diligências tiveram lugar no âmbito de um inquérito onde se investigam os crimes de fraude fiscal e branqueamento", apontou à Lusa fonte da PGR, um dia depois de ser confirmada a constituição como arguidos de Luís Filipe Vieira e do administrador Domingos Soares de Oliveira, enquanto representantes legais da Benfica SAD e da Benfica Estádio, segundo comunicado dos 'encarnados' à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

As investigações estão integradas na operação 'saco azul', incidindo sobre a obtenção de "vantagem patrimonial indevida" por aquelas sociedades nos anos 2016 e 2017.

A esta ação "está associada uma possível contingência fiscal calculada pela Autoridade Tributária no valor total aproximado" de 600 mil euros, referiram as 'águias' no comunicado à CMVM.

Contactada pela Lusa, fonte oficial dos 'encarnados' confirmou na terça-feira que a SAD do Benfica era um dos dois arguidos coletivos cuja constituição foi revelada pela PGR.

A mesma fonte disse que os advogados dos 'encarnados' apresentaram um requerimento, a fim de saberem se o processo está em segredo de justiça, ressalvando que em causa estava um processo de crime fiscal, que nada tem a ver com questões desportivas ou 'sacos azuis'.

Antes, a CMVM suspendeu a negociação de ações da Benfica SAD, por aguardar divulgação de informação relevante ao mercado, tendo levantado a ação após comunicado daquela entidade.

O inquérito é dirigido pelo Ministério Público (MP) do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP).

Benfica confirma investigação a fraude fiscal "e nada mais"
Esta quarta-feira à noite, em comunicado, o Benfica referiu-se à investigação do caso 'Saco Azul para esclarecer "publicamente, que a imputação feita e comunicada, nos termos e com as consequências legais, é de alegado crime de fraude fiscal. Nada mais."

"Uma coisa são a verdade, o objeto do processo e as regras legais, tudo o mais é ruído.", lê-se no comunicado dás 'águias'.

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