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Correio da Manhã

Portugal
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Marcus quer ser internado

Os advogados representantes das famílias dos agentes da PSP Paulo Alves e António Abrantes, mortos a tiro na Amadora em Março do ano passado, pediram a pena máxima (25 anos) para Marcus Fernandes, acusado de duplo homicídio. Já a defesa pediu o internamento compulsivo do arguido por considerar que o luso-brasileiro sofre de perturbações mentais. A sentença está marcada para o dia 5 de Maio.
6 de Abril de 2006 às 00:00
Sentença marcada para Maio
Sentença marcada para Maio FOTO: Jorge Godinho
Gusmão Nogueira e Carlos Aires, representantes das famílias das vítimas, subscreveram as alegações finais do Ministério Público (MP) que, na última sexta-feira, pediu a pena máxima para Marcus, porque “agiu com frieza” e “consciência”. Pediram ainda que as famílias dos agentes mortos, junto ao Bairro Santa Filomena, fossem indemnizadas.
Reis Nogueira, que defende Marcus, considerou o discurso do procurador do MP uma “ofensa”. O advogado aproveitou as alegações finais para criticar a forma como foram feitas as perícias à personalidade de Marcus. “Não houve coragem por parte do perito para dizer que Marcus é psicopata e, por isso, não é tratável.”
Num discurso que se prolongou por mais de uma hora, o representante criticou ainda a forma de actuar do agente Pereira, que sobreviveu ao tiroteio. “Era o mais graduado, deveria ter defendido os colegas”, disse. Criticou, também, a morosidade dos primeiros socorros. “Revolta-me saber que a ambulância demorou 40 minutos. Será que o agente Alves morreu por falta de assistência?”, questionou.
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