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Correio da Manhã

Portugal
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Marinha portuguesa acompanha submarino de ataque russo

Navio deverá abandonar águas nacionais pela meia-noite.
Sérgio A. Vitorino 12 de Maio de 2017 às 17:49
O submarino russo
O submarino russo
O submarino russo
O submarino russo e o barco da Marinha portuguesa
O rebocador russo
O submarino russo e o barco da Marinha portuguesa
O submarino russo e o rebocador
O submarino russo
O submarino russo
O submarino russo
O submarino russo e o barco da Marinha portuguesa
O rebocador russo
O submarino russo e o barco da Marinha portuguesa
O submarino russo e o rebocador
O submarino russo
O submarino russo
O submarino russo
O submarino russo e o barco da Marinha portuguesa
O rebocador russo
O submarino russo e o barco da Marinha portuguesa
O submarino russo e o rebocador
Um submarino de ataque russo está a atravessar a costa portuguesa, tendo entrado por norte e estando previsto sair pela meia-noite desta sexta-feira pelo Algarve, rumo ao Mediterrâneo. O percurso foi acompanhado pela Marinha. O navio de guerra esteve à superfície durante quase todo o tempo e fez-se acompanhar de um rebocador de alto mar também da Armada russa. 

Segundo explica ao CM fonte militar, o submarino navegou submergido apenas durante 15 minutos, na sua passagem por Zona Económica Exclusiva de Portugal (ZEE), para "evitar que a Marinha recolha informação acústica" – uma ação recorrente cujo resultado seria partilhado com a NATO. O rebocador acompanha-o para apoio. "A passagem de submarinos aliados é comum. Russos é raro", afirma.

O RFS Krasnodar, classe Kilo-II, com seis tubos de torpedos e mísseis de cruzeiro Kalibr (como os usados no ataque russo à Síria), é da última geração de submarinos russos de ataque com propulsão diesel-elétrica.

Entrou ao serviço em novembro de 2015 e existem apenas cinco submarinos iguais. Pertence à frota do Mar Negro, para onde se está a deslocar, tendo partido do Báltico. Fonte militar explica que a Rússia tem vindo a reforçar a sua capacidade submarina, uma vez que se tratam de navios de guerra "com baixos custos de operação e manutenção e alto poder dissuasor".

O Krasnodar entrou na ZEE portuguesa 5.ª-feira e foi seguido pela fragata Bartolomeu Dias. Ontem, já ao largo do Algarve, era vigiado pela corveta António Enes, da Marinha - que em duas semanas de abril acompanhou os navios de guerra russos Admiral Vladimirskiy e Korolev.
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