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Correio da Manhã

Portugal

Mata a mulher em Vieira do Minho depois de a vigiar no trabalho

António Fidalgo tinha acesso à videovigilância do alojamento local. Ficou em fúria ao ver um homem que pensou ser amante de Ana Paula.
Nelson Rodrigues 9 de Março de 2019 às 01:30
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António Fidalgo tinha acesso à videovigilância do alojamento local. Ficou em fúria ao ver um homem que pensou ser amante de Ana Paula.

Com acesso, através do telemóvel, às imagens das câmaras de videovigilância do alojamento local em que a mulher trabalhava, em Salamonde, Vieira do Minho, António Fidalgo, 40 anos, testemunhou a chegada de um homem àquele espaço - e que suspeitava ser o amante de Ana Paula, de 39. Enciumado, dirigiu-se ao local, à face da EN103, e discutiu com a vítima, confrontando-a com a alegada traição. Agrediu-a e estrangulou-a na lavandaria. A mulher morreu. 

António Fidalgo, condutor de autocarros, acabou por deixar o alojamento e conduziu durante 40 quilómetros até um posto da GNR de Braga, onde se entregou. Disse que tinha agredido a mulher e que a tinha deixado inanimada no chão.

O arguido acabou detido pela Polícia Judiciária de Braga e foi esta sexta-feira ouvido por um juiz no tribunal de Guimarães. Voltou a repetir a versão de que recorreu à violência, mas que não assassinou a mulher. Foi encaminhado para a cadeia, depois de lhe ter sido decretada a prisão preventiva.

O casal, que tem dois filhos, de 12 e 16 anos, encontrava-se em processo de divórcio. A separação não estava a ser amigável e António Fidalgo não se entendia com a mulher em relação aos bens. Há muito tempo que o arguido estava desconfiado de que Ana Paula mantinha uma relação com um morador de Salamonde, que era presença constante no alojamento local, o qual geria. O arguido até já tinha feito um ultimato à vítima, exigindo que esta nunca mais visse o alegado amante.

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