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Correio da Manhã

Portugal
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Mata mulher por fumar no quarto e leva 16 anos

Coletivo de juízes considerou que arguido agiu com frieza e com consciência do crime.
Aureliana Gomes 7 de Fevereiro de 2019 às 01:30
Margarida Castro tinha 56 anos
Júlio Rodrigues foi condenado a 16 anos de prisão
Mulher foi morta no sótão deste prédio, na rua de S. Cosme, Porto
Margarida Castro tinha 56 anos
Júlio Rodrigues foi condenado a 16 anos de prisão
Mulher foi morta no sótão deste prédio, na rua de S. Cosme, Porto
Margarida Castro tinha 56 anos
Júlio Rodrigues foi condenado a 16 anos de prisão
Mulher foi morta no sótão deste prédio, na rua de S. Cosme, Porto
Júlio Rodrigues foi esta quarta-feira condenado, no Tribunal de S. João Novo, a 16 anos de prisão por ter assassinado a companheira, em junho de 2018, no Porto.

Ficou provado que o homem, de 46 anos, espancou e estrangulou a companheira, Margarida Castro, de 56 anos, no sótão de uma casa sem condições, na rua de S. Cosme.

Depois do crime, o homem saiu de casa e foi passear o cão. Na leitura do acórdão, a juíza Ângela da Luz disse que ficou provado que o arguido "atuou de forma voluntária e com frieza".

Apesar de Júlio Rodrigues ter dito, na primeira sessão de julgamento, que não tinha intenção de matar a companheira - com quem viveu 12 anos - e de ter mostrado arrependimento, o tribunal considerou que "atuou com dolo intenso e com consciência dos factos".

A juíza recordou a saúde débil e a falta de mobilidade da vítima que estava dependente do arguido. Ficou provado o desprezo pela vida humana, já que "o arguido encontrava-se em situação de supremacia física e psicológica sobre a mulher".

Para o coletivo de juízes, não há dúvida que Júlio Rodrigues pressionou o pescoço da mulher até a asfixiar e que, apesar de ver a mulher caída no chão, "movido por fúria, voltou a apertar-lhe o pescoço com intenção de lhe provocar a morte".

O crime ocorreu na madrugada de 29 de junho do ano passado. Arguido e vítima terão tido várias discussões, nessa noite, pelo facto de a mulher estar a fumar dentro do quarto.

O homem desferiu-lhe vários estalos e murros e obrigou-a a deitar-se. Margarida caiu na cama e, nesse momento, o homem agarrou-a e apertou-lhe o pescoço. De seguida, vestiu-se e saiu para passear o cão. Só quando regressou é que chamou socorro.

O arguido justificou a sua conduta com o facto da mulher fingir, por várias vezes, que estava desmaiada.

Seis anos e meio por atacar mãe à facada que desligou a TV
O Tribunal de Leiria condenou João Pedro Botelho, 35 anos, a seis anos e meio de prisão, por homicídio simples na forma tentada, por ter atacado a mãe de acolhimento com uma faca de cozinha, na Batalha, em junho de 2017.

O crime ocorreu em casa, na sequência de uma discussão, por a vítima ter desligado o televisor para evitar que visse filmes de ação.

Em julho de 2017, João Pedro Botelho já tinha sido condenado a uma pena de 5 anos de prisão, por tentar matar a mulher.

Condenada por assassinar marido com oito facadas
A mulher de 47 anos que, no dia de Carnaval do ano passado, matou o marido de 83 com várias facadas, em Torres Vedras, foi condenada pelo Tribunal de Loures a 14 anos e 3 meses de prisão.

Elsa mordeu Rui e iniciaram uma discussão. A mulher agarrou uma faca de cozinha, com 17,5 cm de lâmina, e desferiu pelo menos oito golpes na vítima. Depois foi assistir ao desfile de Carnaval e agrediu um PSP.

PORMENORES 
Já com antecedentes
Júlio Rodrigues já tinha sido condenado a penas de prisão efetiva, por tráfico de droga, em 1995 e 1997, e a horas de trabalho voluntário por furtos.

Vítima era doente
Margarida Castro era doente. Tinha problemas respiratórios graves, hepatite e uma parte do corpo paralisada, tendo muitas dificuldades em movimentar-se. Passava os dias no quarto.

Viviam sem condições
Arguido e vítima viviam num sótão, sem luz, nem água. Pagavam 180 euros de renda. Recebiam 296 euros de RSI.
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