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Correio da Manhã

Portugal
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Médicos acusados de não fazerem tudo para salvar jovem com tumor

Sara morreu com um tumor cerebral nunca diagnosticado.
21 de Abril de 2017 às 10:51
O Ministério Público acusou cinco médicos do Hospital Padre Américo, em Penafiel, de não terem feito tudo o que clinicamente estava ao seu alcance para salvar Sara Daniela Moreira, uma jovem de Paredes, que sofria de um tumor cerebral que nunca chegou a ser diagnosticado. 

Os médicos estão acusados de violação das "leges artis" por não terem cumprido os procedimentos certos das oito das dez vezes que a adolescente foi observada na urgência daquela unidade hospitalar. Entre os cinco clínicos acusados, um deles chegou a observar por três vezes a rapariga, sem nunca lhe ter feito qualquer diagnóstico do tumor que a mataria em janeiro de 2013. 

Apesar de "a taxa de sobrevivência a estes tumores" ser apenas de 5% e de se estimar que um diagnóstico antecipado apenas poderia ter aumentado o tempo de sobrevivência de Sara, os médicos são acusados de ter tido uma "atitude ético-profissional de descuido ou leviandade face às queixas, sintomas e historial clínico de Sara (...)". 

Refira-se que os pais da jovem, Mário Moreira e Maria de Fátima Silva, recorreram ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel para pedir indemnização de 530 mil euros. 


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