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Correio da Manhã

Portugal
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Militares revoltados com decisão judicial

GNR foi agredido por homem e três filhos à paulada.
Fátima Vilaça 1 de Fevereiro de 2016 às 03:57
Posto da GNR de Riba d’Ave, onde os agressores têm de se apresentar. Militar sofreu golpe profundo na cabeça (foto pequena)
Posto da GNR de Riba d’Ave, onde os agressores têm de se apresentar. Militar sofreu golpe profundo na cabeça (foto pequena) FOTO: CMTV
Estão indignados e revoltados com a decisão judicial. Os militares da GNR de Riba d’Ave lamentam que o juiz do Tribunal de Vila Nova de Famalicão os tenha sujeitado a ter de conviver, todas as semanas, com os quatro homens - pai e três filhos - que na semana passada, em Delães, agrediram várias patrulhas à paulada e com vasos, ferindo três militares. Os quatro familiares estão obrigados a apresentar-se uma vez por semana no posto da GNR. No sábado, compareceram todos à mesma hora. Os guardas sentem-se intimidados.

"Entendemos que a decisão é provocatória para os militares. A medida podia ser a mesma, não é isso que está em questão. O que não compreendemos é que o posto escolhido tenha sido este, onde está um dos guardas que sofreram os ferimentos mais graves", disse ao CM um militar. O cabo, de 36 anos, que sofreu um ferimento profundo na cabeça e teve de ser suturado com sete pontos, ainda não regressou ao trabalho. Os colegas temem as reações dos quatro homens quando o militar voltar ao posto.

As agressões aconteceram na madrugada de segunda-feira, dia 25, em Delães, depois de uma fuga à GNR. Os militares seguiram o fugitivo até casa e, quando se preparavam para o deter, foram surpreendidos pelos familiares, que os atacaram brutalmente com um pau e vasos. O fugitivo, Floriano Cardoso, de 25 anos, tinha saído da cadeia no sábado anterior, após ter cumprido pena por agressões violentas.