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Correio da Manhã

Portugal
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Miúdo euromilionário

O pequeno Rui de quatro anos tem um dom: no espaço de um ano já é a terceira vez que a sua chave é premiada no Euromilhões. Depois de dois prémios menores, de 15 e 250 euros, na passada sexta-feira, o menino ficou milionário. Os números escolhidos, há um ano atrás, renderam--lhe 15 milhões de euros. Em Bagunte, freguesia de Vila do Conde, onde reside com os pais, Inês e Joaquim, não se fala noutra coisa. “A casa dos milionários é ali para cima”, indicou ao CM um popular.
29 de Maio de 2007 às 00:00
Clientes e amigos estiveram ontem à porta do café de Inês e Joaquim, mas não conseguiram encontrar o casal, que de manhã saiu da aldeia
Clientes e amigos estiveram ontem à porta do café de Inês e Joaquim, mas não conseguiram encontrar o casal, que de manhã saiu da aldeia FOTO: António Rilo
“O rapaz tem um fascínio pela máquina de registar o Euromilhões. Veja bem que uma vez se pôs a mexer na máquina e registou boletins no valor de mais de 300 euros. Mas os pais aperceberam-se a tempo e puderam anular”, disse ao CM um amigo do casal que é proprietário de um pequeno café no Largo de Santa Ana. O menino é descrito pelos vizinhos como sendo “muito inteligente”.
A feliz combinação de números (25, 26, 29, 49, 50 e as estrelas 7 e 8) saiu da cabeça de Rui há um ano e foi premiada com 250 euros. Desde essa data que Rui e os pais não mudaram de chave.
Apesar de tentarem por todos os meios manter a normalidade das suas vidas, a família milionária já teve de mudar rotinas. A pressão dos meios de Comunicação Social fez com que Inês e Joaquim fugissem da sua aldeia. “Decidiram sair daqui. Os jornalistas começaram a chegar e eles foram para o Porto. Não sei quando é que voltam”, disse uma tia da mãe de Rui.
A mesma familiar deu conta ao CM de que a professora do jardim-de-infância que Rui frequenta está receosa pela segurança do menino.
O assédio não é só de populares, que querem partilhar a sua alegria com os milionários. Também as instituições bancárias começam a aliciar a família. “Logo de manhã, veio cá um senhor do Santander que queria falar com eles”, disse a tia.
Segundo a irmã de Inês, Verónica, o pequeno Rui não percebe muito bem o que está a acontecer e não tem consciência da dimensão do seu feito. Já Joaquim e Inês tentam reagir com normalidade e ainda ontem o pai levou o menino a ver um jogo de futebol do Bagunte.
“Acho que ainda não caíram neles e não fizeram grande festa. Foi tudo tranquilo”, contou a Verónica, que não quis entrar em muitos pormenores a pedido da irmã.
No café da família, os clientes e amigos confirmaram que aparentemente o casal não ficou de repente “excêntrico”.
“Não houve festa nenhuma. Só para ter uma ideia, nem um cafezinho foi à borla”, atirava para o ar uma freguesa. Por enquanto, o casal pensa apenas em adquirir uma casa nova e fazer uma viagem.
No sorteio de sexta-feira, dos dez premiados com o segundo prémio, no valor de 264 448,14 euros, quatro são portugueses.
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