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Correio da Manhã

Portugal
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Morto com facada por maço de tabaco

Uma discussão motivada por um maço de tabaco levou na madrugada de quinta-feira um homem de 26 anos, de nacionalidade romena, a matar um compatriota de 20 na aldeia de Salvada, Beja. O crime ocorreu depois de uma noite “bem bebida” na pequena habitação que partilhavam com outros romenos, igualmente trabalhadores na região na apanha da azeitona.
16 de Novembro de 2012 às 01:00
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Segundo o CM apurou, o homicida e a vitima envolveram-se  cerca das 2h00. Enfurecido por não ter acesso aos cigarros, o mais velho foi à cozinha buscar uma faca e desferiu um golpe mortal no peito do jovem.

Foram os restantes seis residentes, entre os quais uma mulher, que pediram socorro através de um vizinho. Mas quando os bombeiros e a GNR chegaram ao número 12 da Rua das Fontes Velhas já a vítima tinha falecido.

“O homicida nem fugiu. Foi detido sem oferecer resistência e conduzido ao posto da localidade”, adiantou o oficial de relações públicas do Comando Territorial de Beja da GNR, capitão Eduardo Lérias. “A PJ já tomou conta da ocorrência e está a conduzir as investigações”, acrescenta.

O crime deixou os vizinhos assustados. “Estava deitada e quando ouvi barulho vim à porta ver o que se passava. Mas vi aquele aparato todo e meti-me logo para dentro. Fiquei assustada e com um bocadinho de medo”, conta ao CM a octogenária Adelaide, que mora na habitação ao lado da casa onde se deu o homicídio.

“Provavelmente estavam alcoolizados e devem ter-se desentendido”, acrescenta outro vizinho, adiantando que nenhum deles “falava português” e que tinham chegado a Salvada há cerca de um mês para a campanha da azeitona em olivais do concelho de Ferreira do Alentejo. “Mas vieram cedo demais, que tem chovido muito e não dá para trabalhar com os terrenos todos encharcados”, frisou.

O caso levou mesmo o presidente da Junta de Freguesia de Salvada a alertar as autoridades para os problemas associados a este tipo de emigração e às condições precárias a que estão sujeitos. Na pequena casa onde ocorreu a tragédia, de apenas duas divisões, era partilhada até ao crime por oito romenos.

“Muitas vezes os emigrantes vivem em condições precárias e de grande pobreza”, afiança Sérgio Engana, argumentando que “quem contrata também tem responsabilidades”. O autarca exige uma maior actuação por parte do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, da Autoridade das Condições do Trabalho e das forças de segurança, por forma a “fiscalizar e verificar todas estas situações”

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