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Correio da Manhã

Portugal
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Mulher que fingiu ter cancro recebeu 14 mil euros só de um casal

Apanhada pela PSP na Fundação Champalimaud, em Lisboa, onde despertou suspeitas.
Ana Palma e João Mira Godinho 8 de Outubro de 2017 às 01:30
Daniela dizia sofrer de um cancro que tinha começado no útero e depois se tinha estendido aos pulmões
Daniela dizia sofrer de um cancro que tinha começado no útero e depois se tinha estendido aos pulmões
Daniela dizia sofrer de um cancro que tinha começado no útero e depois se tinha estendido aos pulmões
Daniela dizia sofrer de um cancro que tinha começado no útero e depois se tinha estendido aos pulmões
Daniela dizia sofrer de um cancro que tinha começado no útero e depois se tinha estendido aos pulmões
Daniela dizia sofrer de um cancro que tinha começado no útero e depois se tinha estendido aos pulmões
Daniela dizia sofrer de um cancro que tinha começado no útero e depois se tinha estendido aos pulmões
Daniela dizia sofrer de um cancro que tinha começado no útero e depois se tinha estendido aos pulmões
Daniela dizia sofrer de um cancro que tinha começado no útero e depois se tinha estendido aos pulmões
Daniela dizia sofrer de um cancro que tinha começado no útero e depois se tinha estendido aos pulmões
Daniela dizia sofrer de um cancro que tinha começado no útero e depois se tinha estendido aos pulmões
Daniela dizia sofrer de um cancro que tinha começado no útero e depois se tinha estendido aos pulmões
Durante os dois anos em que disse ter cancro - que teria começado no útero e depois estendeu-se aos pulmões e aos ossos - Daniela Costa, de 32 anos, de Albufeira, conseguiu angariar somas avultadas que, segundo o CM apurou, terão ascendido a dezenas de milhares de euros, resultantes de festas, peditórios, espetáculos, campanhas e ‘latinhas’ em estabelecimentos comerciais.

"Só de um casal britânico, que fez uma ação de ‘crowdfunding’, ela terá recebido cerca de 14 mil euros. De um espetáculo do Dengaz, terão sido mais cinco mil. E antes de ela ir para Lisboa, a semana passada, uma amiga deu-lhe mais mil, para o tratamento que ela dizia que ia fazer", relatou ao CM uma das pessoas que também a apoiou.

Daniela até usava uma bomba de oxigénio para dar mais crédito à sua história e pedir apoio, sobretudo através da sua página no Facebook, que entretanto fechou. Várias centenas de pessoas terão sido enganadas. Daniela inscreveu--se ainda numa associação de doentes oncológicos, através da qual também angariou somas avultadas. Foi apanhada na Fundação Champalimaud, em Lisboa, segunda-feira, pela PSP, onde o seu comportamento já despertava suspeitas.

Síndroma de Münchhausen
Daniela foi levada pela PSP à psiquiatria da Urgência do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental. Não há registo de que tenha qualquer problema oncológico mas foi-lhe diagnosticado Síndroma de Münchhausen, um distúrbio em que a pessoa age como se sofresse de uma doença que não tem.

Família enganada
Daniela enganou a própria família. O marido achava que ela estava internada na Fundação Champalimaud. Dias antes de partir, fez uma festa de despedida em casa onde disse que "não sabia se ia voltar".
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