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Correio da Manhã

Portugal
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"Não é um inocente que perdeu a cabeça"

Pedida pena máxima para homem que baleou a namorada e matou a prima desta, no Pinhão, em Alijó.
Nelson Rodrigues 23 de Setembro de 2016 às 08:31
Tensão no julgamento de homem que feriu namorada e matou prima
"Qualquer pena que não seja a máxima é inadequada. Tenho de pedir 25 anos porque não posso pedir mais." Foram estas as palavras da procuradora do Ministério Público de Vila Real, esta quinta-feira, nas alegações finais do processo em que Manuel Monteiro responde por ter baleado a namorada e assassinado a prima desta, em abril de 2015, numa pastelaria no Pinhão, em Alijó.

À entrada do tribunal, a família das duas vítimas tentou agredir o homicida, tendo sido necessário pedir reforços à PSP. "Bandido. Assassino. Não imaginas o sofrimento em que vivemos", gritaram.

A procuradora realçou o "falso arrependimento" e a confissão "que vale muito pouco" de Manuel Monteiro, de 31 anos. "Só confessou o que lhe interessa. Lembra-se de tudo antes do crime, mas o que se passou já não se lembra. Você sabia o que fazia. Matou por um motivo fútil. Não é um inocente que perdeu a cabeça", referiu, acrescentando que o homicida tem 21 crimes - roubo, sequestro, condução sem carta, furto e violação de domicílio - num cadastro que se estende por 26 páginas: "Possui um perfil obsessivo, calculista e controlador".

"Tem um cérebro maléfico e criminoso", disse a advogada da família de Marta Nogueira, de 21 anos, que sobreviveu aos tiros, com graves lesões. "O arguido deve ter visto muitas séries americanas. Só assim se justifica o ter matado e agora dizer que não se lembra", vincou o representante da família de Joana Nogueira, jovem assassinada aos 23 anos.
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