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Correio da Manhã

Portugal
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‘Novas’ imagens do atropelamento que matou adepto do Sporting baralham defesa de arguido

Morte de Marco Ficini aconteceu junto ao Estádio da Luz, em abril de 2017.
Sofia Garcia 19 de Fevereiro de 2020 às 08:59
Luís Pina à saída do Tribunal Criminal de Lisboa, onde está a ser julgado pela morte
Vídeo da rixa que acabou em morte
Ficini estava com claque do Sporting
Luís Pina à saída do Tribunal Criminal de Lisboa, onde está a ser julgado pela morte
Vídeo da rixa que acabou em morte
Ficini estava com claque do Sporting
Luís Pina à saída do Tribunal Criminal de Lisboa, onde está a ser julgado pela morte
Vídeo da rixa que acabou em morte
Ficini estava com claque do Sporting
As imagens não são inéditas mas "novas" aos olhos dos advogados por terem sido "trabalhadas".

Mostram o momento em que o carro de Luís Pina passa por cima de Marco Ficini - o adepto italiano do Sporting atropelado mortalmente numa rixa entre claques. Foram aumentadas ao máximo pelo coletivo de juízes do Tribunal de Lisboa, guardadas pelo juiz presidente e apresentadas num dia em que a defesa do arguido, membro da claque do Benfica No Name Boys, insistia no atropelamento acidental.

Apesar do coletivo ter reagido às imagens, comentando que o carro de Pina passava por cima de algo no chão – dando a entender que seria o adepto -, os advogados ficaram com dúvidas. O vídeo apanhou de surpresa a defesa de Luís Pina, que ia prestar declarações mas agora vai "refletir".

"As imagens não são novas, uma vez que estão no processo, mas tenho agora que as trabalhar e, mediante aquilo que observar, vou tomar uma posição", explicou Melo Alves, advogado de Pina. 

Na sessão, uma testemunha do Ministério Público contou que momentos antes da morte, Marco Ficini estava a bater no carro de Pina com uma barra de ferro. "Ele era o mais violento. Batia com muita violência no carro e incitava os outros a irem bater", contou a testemunha.

O homem, que vive num prédio junto ao Estádio da Luz, contou que primeiro Pina guinou o carro para afugentar Ficini e que só depois fez marcha atrás e o atropelou. A testemunha viu ainda o arguido a arrastar o corpo do italiano e a fugir do local.

Para corroborar a tese de acidente, a defesa de Pina levou a tribunal um perito em acidentes que concluiu que o homem não poderia ter visto Ficini dado que o vidro da frente da viatura estava rachado, devido às pancadas provocadas por um ferro.

O crime ocorreu em abril de 2017 junto ao Estádio da Luz.
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