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Correio da Manhã

Portugal
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Novas situações envolvem banqueiro angolano Carlos Silva

Carlos Silva foi interrogado por Carlos Alexandre e Orlando Figueira em 2009. Em causa operações do Banco Atlântico Europa.
Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 17 de Outubro de 2018 às 02:10
O banqueiro angolano Carlos Silva no julgamento da Operação Fizz
O banqueiro angolano Carlos Silva no julgamento da Operação Fizz
O banqueiro angolano Carlos Silva no julgamento da Operação Fizz
O banqueiro angolano Carlos Silva no julgamento da Operação Fizz
O banqueiro angolano Carlos Silva no julgamento da Operação Fizz
O banqueiro angolano Carlos Silva no julgamento da Operação Fizz
O banqueiro angolano Carlos Silva no julgamento da Operação Fizz
O banqueiro angolano Carlos Silva no julgamento da Operação Fizz
O banqueiro angolano Carlos Silva no julgamento da Operação Fizz
O banqueiro angolano Carlos Silva no julgamento da Operação Fizz
O banqueiro angolano Carlos Silva no julgamento da Operação Fizz
O banqueiro angolano Carlos Silva no julgamento da Operação Fizz
O Banco Atlântico Europa (BAE) e o seu ex-presidente, Carlos Silva, são os principais visados no despacho do Juiz Alfredo Costa que preside ao coletivo que julgou o Processo Fizz. Com efeito, a alteração dos factos decidida no caso que julga o crime de corrupção passiva e branqueamento de capitais do procurador Orlando Figueira, às mãos do ex-vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, compromete a instituição financeira e o banqueiro que, em juízo, negou sempre ter contratado o procurador .

No despacho que obrigou ao adiamento da leitura da sentença no passado dia 8, aditam-se os seguintes factos; em primeiro lugar o reconhecimento de uma operação financeira da Sonangol realizada em 2011, que injetou 50 milhões de dólares no Banco Privado Atlântico, instituição angolana liderada por Carlos Silva que controlava o BAE .

Em segundo lugar, o reconhecimento que o BAE só escreveu ao procurador Orlando Figueira em março de 2018, a pedir o reembolso do empréstimo de 130 mil euros, quando este empréstimo já devia ter sido pago em novembro de 2016. Por último, o Juiz dá como certo que, em 14 de outubro de 2009, no âmbito de uma investigação, Carlos Silva foi interrogado para memória futura por Orlando Figueira e pelo juiz de instrução criminal, Carlos Alexandre.

Estas novas realidades trazem outra vez para a atualidade a intenção (ainda não concretizada) deixada pela procuradora Leonor Machado de extrair certidões relativamente aos testemunhos de Carlos Silva e Daniel Proença de Carvalho.

O banqueiro formado em Direito, estagiário de Francisco Cruz Martins e que montou escritório em Luanda com ajuda de Toninho Van-Dunem (secretário do Conselho de Ministros no tempo de Eduardo dos Santos) pode estar agora a braços com a Justiça portuguesa.

O sócio Daniel Proença de Carvalho
A relação entre Carlos Silva e Daniel Proença de Carvalho remonta à constituição da sociedade InterOceânico em 2009, quando o banqueiro entra no capital do BCP e convence Hipólito Pires e Francisco Pinto Balsemão a entrarem na mesma sociedade. A interOceânico chega a ter 2,52% do capital do BCP. Uma posição que é alienada no final de 2016.

Salgado prometeu liderança do BESA
Carlos Silva, que disse em julgamento não ser "inimigo" de Álvaro Sobrinho, foi o primeiro diretor do escritório de representação do BES em Angola, com a promessa de Salgado que subiria a presidente quando o BES tivesse licença bancária. O presidente do BESA foi Sobrinho.

Banco mudou de nome  em julho de 2017
O Banco Privado Atlântico Europa (BPAE) foi fundado em 2009  por Carlos Silva. Em julho de 2017 mudou de nome para Atlântico Europa.

Fim do prazo para tomar posição 
O juiz deu 10 dias  para que os  arguidos Orlando Figueira, Paulo Blanco e Armindo Pires se pronunciassem. O prazo termina esta quinta-feira.












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