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Correio da Manhã

Portugal
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Proença de Carvalho acusa ex-procurador de "denúncia caluniosa"

Ministério Público instaurou um inquérito para investigar a alegada participação do advogado e de Carlos Silva no caso "Operação Fizz".
Lusa 1 de Fevereiro de 2019 às 16:53
Daniel Proença de Carvalho
Proença de Carvalho
Daniel Proença de Carvalho
Daniel Proença de Carvalho
Proença de Carvalho
Daniel Proença de Carvalho
Daniel Proença de Carvalho
Proença de Carvalho
Daniel Proença de Carvalho

O advogado Daniel Proença de Carvalho classificou esta sexta-feira como uma "denúncia caluniosa" e uma tentativa de instrumentalização do Ministério Público a participação contra si, feita pelo ex-procurador Orlando Figueira, condenado na Operação Fizz.

O Ministério Público instaurou um inquérito para investigar a alegada participação do advogado Proença de Carvalho e do banqueiro angolano Carlos Silva no caso "Operação Fizz", após participação de Orlando Figueira, que foi condenado a seis anos e oito meses por corrupção passiva qualificada, branqueamento de capitais, violação do segredo de justiça e falsificação de documentos.

"É lamentável a tentativa que o referido senhor faz de instrumentalizar o Ministério Público, através da apresentação de uma denúncia caluniosa, com o objetivo manifesto de atingir o bom nome de pessoas que nenhuma relação têm com os crimes praticados por Orlando Figueira", escreveu Proença de Carvalho num comunicado enviado à agência Lusa.

Durante o julgamento, Orlando Figueira insistiu sempre na tese de que tinha sido contratado pelo banqueiro luso-angolano Carlos José da Silva para ir trabalhar como assessor jurídico para Angola, depois de ter saído do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e que o cancelamento do seu contrato de trabalho tinha sido efetuado pelo advogado Proença de Carvalho, com quem tinha feito um "acordo de cavalheiros".

Ouvidos como testemunhas em julgamento, Carlos Silva e Proença de Carvalho negaram tais factos.

No comunicado, Proença de Carvalho sustenta que "tais mentiras foram expostas e desmascaradas, uma a uma, pelo Tribunal Coletivo [de julgamento]", acrescentando que, enquanto testemunha, teve oportunidade de prestar os esclarecimentos pedidos, e que os juízes consideraram o seu depoimento "credível".

O advogado afirma que o ex-procurador revela um "comportamento próprio de um mentiroso compulsivo" e que "a insistência nas mentiras (...) só pode ser vista à luz de uma obsessão doentia ou uma estratégia processual".

A abertura de inquérito pelo Ministério Público foi confirmada à Lusa pela Procuradoria-Geral da República, após a notícia ter sido avançada pela RTP.

A procuradora da Operação Fizz Leonor Machado disse, em julgamento, que iria extrair certidões contra o banqueiro e o advogado.

Orlando Figueira foi condenado a 7 de dezembro do ano passado a seis anos e oito meses de prisão e o advogado Paulo Amaral Blanco a quatro anos e quatro meses de prisão com pena suspensa.

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