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Correio da Manhã

Portugal
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Major-general Milhais de Carvalho condenado a seis anos de prisão por corrupção em messes

General chefiava a Direção de Abastecimento e Transportes (DAT) do Estado-Maior da Força Aérea.
25 de Setembro de 2020 às 18:05
Major-general Milhais de Carvalho
Major-general Milhais de Carvalho FOTO: Direitos Reservados
O major-general da Força Aérea, Raul Milhais de Carvalho, foi condenado esta sexta-feira por corrupção passiva agravada e vai cumprir pena de prisão efetiva de seis anos no âmbito da Operação Zeus.

O general que chefiava a Direção de Abastecimento e Transportes (DAT) do Estado-Maior da Força Aérea foi absolvido do crime de falsificação de documentos.

O tenente coronel Alcides Fernandes, braço direito do general Milhais de Carvalho, foi condenado a seis anos de prisão efetiva. Todos os que confessaram ou colaboraram receberam pena suspensa.

Recorde-se que em causa estava o envolvimento destes militares num alegado esquema de sobrefaturação na aquisição de bens e matérias-primas para a confeção de refeições nas messes da FAP e do Hospital das Forças Armadas, tendo o Ministério Público (MP) referido na acusação um valor de mais de 2,5 milhões de euros.

Em troca da sobrefaturação dos contratos para o fornecimento de bens alimentares, os militares recebiam, alegadamente, dinheiro e presentes dos fornecedores, em função da intervenção de cada um no esquema fraudulento.

Muitos dos arguidos militares ficaram com penas efetivas a rondar os quatro anos porque não mostraram arrependimento.

Luís Oliveira, o homem que denunciou tudo, foi condenado a quatro anos de pena suspensa.

A maioria dos fornecedores foi condenado a uma multa à exceção dos três maiores (um deles vai pagar 112 mil euros de multa). Estão todos impedidos de celebrar contratos com o Estado durante 4 anos.

Recorde-se que o processo tem como arguidos 30 militares (16 oficiais e 14 sargentos) e 38 civis, entre empresas e pessoas individuais.

Em causa estava o envolvimento destes militares num alegado esquema de sobrefaturação na aquisição de bens e matérias-primas para a confeção de refeições nas messes da FAP e do Hospital das Forças Armadas, tendo o Ministério Público (MP) referido na acusação um valor de mais de 2,5 milhões de euros.

Em troca da sobrefaturação dos contratos para o fornecimento de bens alimentares, os militares recebiam, alegadamente, dinheiro e presentes dos fornecedores, em função da intervenção de cada um no esquema fraudulento.
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