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Correio da Manhã

Portugal
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Padre recusa funeral de bebé

Populares revoltados com atitude de Celestino Ferreira.
Luís Oliveira 1 de Abril de 2016 às 01:00
Mónica e Filipe Gomes, pais do bebé, estão revoltados
Mónica e Filipe Gomes, pais do bebé, estão revoltados FOTO: Nuno André Ferreira
O padre de Casal de Cima, em Mangualde, e alguns fiéis da paróquia, andam de candeias às avessas. Tudo porque o sacerdote se terá negado a fazer o funeral a um bebé que morreu de morte súbita com apenas 13 dias de vida.

Mónica e Filipe Gomes tiveram de lidar com a dor da perda de um filho com poucos dias de vida, na madrugada de segunda-feira. Para piorar ainda mais o cenário, o padre Celestino Ferreira "negou-se a fazer a missa de corpo presente e o funeral".

O bebé sentiu-se mal e foi levado de urgência para o Centro de Saúde de Mangualde, onde acabou por morrer. Entretanto, foi batizado na unidade de saúde por uma auxiliar. Ficou com o nome de Martim. Os pais queriam fazer-lhe "um funeral normal", mas o padre da paróquia criou obstáculos e foi outro padre que acabou por fazer a cerimónia fúnebre, mas sem missa.

O jovem casal ficou furioso com a atitude do padre Celestino. "Não respeitou a nossa dor", diz Mónica Gomes, mãe do bebé. "Ainda arranjámos um outro padre para tentar resolver o problema, mas ele [o padre Celestino] proibiu-o de rezar a missa. Apenas acompanhou o corpo do nosso filho até ao cemitério", contou Filipe, pai do recém-nascido. "Isto não se faz a ninguém. O padre é o nosso pastor, mas aqui falhou com toda a gente", desabafa Mário Gomes, habitante da aldeia. Ao CM, o padre Celestino Ferreira diz que "foi tudo um mal entendido" e que "um grupito aproveitou para fazer guerra ao pároco e semear a confusão".


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