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Correio da Manhã

Portugal

Pai pedófilo apanha nove anos por violar a filha

Predador obrigou menor a ver filmes pornográficos, em Santarém.
João Nuno Pepino 16 de Fevereiro de 2017 às 17:01
Julgamento de homem que violou filha em Santarém
Julgamento de homem que violou filha em Santarém
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Julgamento de homem que violou filha em Santarém
Julgamento de homem que violou filha em Santarém
Julgamento de homem que violou filha em Santarém
Julgamento de homem que violou filha em Santarém
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Julgamento de homem que violou filha em Santarém
Julgamento de homem que violou filha em Santarém
Julgamento de homem que violou filha em Santarém
Julgamento de homem que violou filha em Santarém
Julgamento de homem que violou filha em Santarém
Julgamento de homem que violou filha em Santarém

Um predador sexual foi condenado a nove anos e seis meses de prisão efetiva por ter violado a própria filha em cinco ocasiões, a primeira das quais quando a criança tinha apenas cinco anos.

O tribunal de Santarém deu como provado que o homem obrigou a filha a manter relações sexuais, depois de convidar a menor a ver filmes pornográficos e a obrigar a simular algumas das cenas a que assistiam.

Durante a leitura do acórdão, que decorreu na manhã desta quinta-feira, a presidente do coletivo de juízes classificou o comportamento do homem como "inqualificável" e "absolutamente repugnante".

Durante o julgamento, que decorreu à porta fechada, Paulo Guerra, de 52 anos, confessou parcialmente os factos e tentou explicar os seus atos dizendo que perdeu a cabeça por ter estado a ver filmes para adultos.

"É uma tentativa de justificação repulsiva e inclassificável, tendo em conta que se tratam de atos contranatura", disse-lhe a juiz presidente, acrescentando que "o dever de um pai é de ser o primeiro a proteger o crescimento e o desenvolvimento harmonioso da sua filha".

No total, o arguido foi considerado culpado de cinco crimes de abuso sexual de criança agravado a quatro anos e meio de prisão por cada um, o que significa que, sem o cúmulo jurídico, teria apanhado 22 anos e seis meses de cadeia.

Paulo Guerra foi ainda condenado ao pagamento de uma indemnização cível de 40 mil euros à vítima a título de danos não patrimoniais, tendo em conta a perturbação psicológica que provocou na personalidade da menor, hoje com 11 anos e a viver afastada do predador.

Os episódios de violação ocorreram entre 2011 e outubro de 2013, quatro deles na casa onde residiam em Santarém, e o último em Massamá, para onde a família se mudou.

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