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Correio da Manhã

Portugal
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“Para ganhar 700 euros perdeu a vida”: Marlon Correia foi morto a tiro em assalto ao queimódromo do Porto

Pais pedem 220 mil euros de indemnização e falam em negligência e falta de segurança.
José Eduardo Cação 15 de Setembro de 2020 às 08:48
Marlon Correia morto durante assalto no queimódromo do Porto
Marlon Correia morto durante assalto no queimódromo do Porto
Marlon Correia morto durante assalto no queimódromo do Porto
Marlon Correia morto durante assalto no queimódromo do Porto
Marlon Correia morto durante assalto no queimódromo do Porto
Marlon Correia morto durante assalto no queimódromo do Porto
Marlon Correia morto durante assalto no queimódromo do Porto
Marlon Correia morto durante assalto no queimódromo do Porto
Marlon Correia morto durante assalto no queimódromo do Porto
"Para ganhar 700 euros acabou por perder a vida enquanto dava a ganhar à Federação Académica do Porto (FAP) 20 a 40 mil euros dia". A afirmação é do advogado da família de Marlon Correia, durante as alegações finais do processo, em que os pais do jovem, pedem uma indemnização à FAP e à empresa de segurança SPDE no valor de 220 mil euros. O estudante de desporto, foi morto com um tiro nas costas, aos 24 anos, durante um assalto ao queimódromo do Porto. Sete anos depois do crime os autores do assassinato de Marlon, ainda não foram descobertos.

"Segundo o contrato a FAP tinha obrigação de garantir a segurança e proteger os seus colaboradores. Se tivesse cumprido esta morte tinha sido evitada", disse o advogado, esta segunda-feira, no Tribunal Cível do Porto, onde decorre o processo. A falta de elementos de segurança na zona da tesouraria foi algo "incompreensível uma vez que havia aquela quantidade elevada de dinheiro e a FAP sabia que podia haver um assalto.

Foi negligência grosseira quer da academia que não deu instruções para proteger o que é seu e dos elementos da SPDE que, estando vários no recinto, nenhum se fixou na zona das redes onde os ladrões entraram", refere o advogado da família.

A outra parte considera que o número de seguranças no recinto "foi considerado suficiente pela PSP e pela autarquia que licenciou o evento" e que "os seguranças, desarmados, estavam em desvantagem".
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