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Correio da Manhã

Portugal
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Parques de campismo reabrem dentro de uma semana

Espaços vão sofrer uma "adaptação física e formativa nos locais".
Lusa 16 de Maio de 2020 às 21:21
Parque de Campismo de Coimbra
 Parque campismo na Praia de Faro
Parque de Campismo de Coimbra
 Parque campismo na Praia de Faro
Parque de Campismo de Coimbra
 Parque campismo na Praia de Faro
Os parques de campismo e áreas de serviço de autocaravanas do país devem estar operacionais e reabrir dentro de uma semana, anunciaram hoje a federação e associação que representam estas atividades, em fase de adaptação.

De acordo com um comunicado enviado à agência Lusa pela FCMP - Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal e a APCAA - Associação de Parques de Campismo do Alentejo e Algarve, está a decorrer "uma adaptação física e formativa nos locais", pelo que "não deverá ser possível uma reabertura imediata".

Os parques de campismo e caravanismo, bem como as áreas de serviço de autocaravanas, podem reabrir na segunda-feira, com uma lotação máxima de dois terços da sua capacidade total, como anunciou na sexta-feira o Governo.

A medida foi aprovada em Conselho de Ministros, no âmbito da nova fase de desconfinamento que se inicia na segunda-feira, no contexto da pandemia de covid-19.

No entanto, tanto a FCMP como a APCAA indicam hoje que a abertura só deverá acontecer daqui a uma semana, "em virtude das diferentes realidades existentes no território nacional e dos condicionalismos agora impostos", para a "requalificação dos espaços de utilização comum, adotando os novos mecanismos de controlo de entradas necessários e da aplicação de todas as regras de segurança".

No comunicado, as duas entidades indicam que elaboraram um guia de boas práticas para os parques de campismo, baseado nas recomendações da Direção-Geral de Saúde, "o qual está a aguardar aprovação desta entidade, com vista a esclarecer e normalizar os procedimentos de segurança a observar durante esta nova fase de desconfinamento".

Avançam ainda que, como forma de "reforçar a confiança na utilização dos parques de campismo e áreas de serviço para autocaravanas", o Turismo de Portugal, vai disponibilizar a atribuição do selo "Clean & Safe", através do Registo Nacional de Empreendimentos Turísticos, para os parques de campismo, ou através da plataforma FCMP para as áreas de serviço para autocaravanas.

Esta certificação, "exige a implementação de um protocolo interno que assegure as medidas de higienização e distanciamento social de combate aos riscos de contágio do Covid-19, garantindo assim as melhores condições de segurança para o funcionamento" destes serviços.

A FCMP e a APCAA apelam aos utentes que aguardem pelas informações dadas por cada entidade, quanto à data da sua reabertura, "para que esta ocorra da melhor forma possível, garantindo que não haverá motivos para um recuo no combate à pandemia que deve ser feito por todos e para todos".

Na sexta-feira, em comunicado, o Ministério da Economia avançou que ao selo "Clean & Safe" aderiram já mais de 4.000 empresas do setor turístico.

O selo, que é 100% digital, gratuito e válido até 30 de abril de 2021, exige a implementação de um protocolo interno que, de acordo com as recomendações da Direção-Geral da Saúde, deve assegurar o distanciamento social e a higienização necessária para evitar riscos de contágio e garantir os procedimentos seguros para o funcionamento das atividades turísticas.

No âmbito da declaração do estado de emergência em Portugal, para combater a pandemia de covid-19, o Governo tinha definido até 27 de março o prazo para os utentes saírem dos parques de campismo e de caravanismo, enquanto os residentes a título permanente nestes estabelecimentos turísticos puderam neles permanecer para assegurar a resposta à necessidade habitacional.

Na altura, a secretária de Estado Rita Marques referiu à Lusa que o encerramento dos parques de campismo e de caravanismo estava a decorrer "de forma ordeira e tranquila", sublinhando o regresso dos turistas estrangeiros aos países de origem.

A segunda fase de desconfinamento começa na segunda-feira, mantendo-se o dever cívico de recolhimento e com uma prorrogação do estado de calamidade pública.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 307 mil mortos e infetou mais de 4,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,6 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.203 pessoas das 28.810 confirmadas como infetadas, e há 3.822 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou agora a ser o que tem mais casos confirmados (cerca de 2 milhões contra 1,8 milhões no continente europeu), embora com menos mortes (mais de 118 mil contra mais de 164 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num "grande confinamento" que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

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