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Correio da Manhã

Portugal
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Pensei que chegara a minha hora

Dois indivíduos armados assaltaram ontem uma residência no centro de Loulé, utilizando grande violência e provocando ferimentos a Maria de Fátima Moço, a única pessoa que, na altura, estava na habitação, que compartilha com marido, filho, nora e três netos, situada no segundo andar direito de um edifício da rua David Teixeira.
8 de Junho de 2006 às 00:00
Os assaltantes partiram um copo e golpearam a vítima numa perna
Os assaltantes partiram um copo e golpearam a vítima numa perna FOTO: Rui Pando Gomes
“Pensei que ia morrer e que a minha hora tinha chegado”, confessou ao CM a vítima, antes de contar como tudo se passou.
“Eram 10h15 e ouvi bater à porta. Como habitualmente vêm familiares visitar-me àquela hora, nem me preocupei em certificar-me quem era. E quando abri a porta nem tive tempo para nada. Um indivíduo, muito alto, encostou-me uma pistola ao peito, ao mesmo tempo que me agredia, na cara, com um livro grosso”, relata Maria de Fátima Moço, que mal teve tempo para ver o outro assaltante.
Arrastada para a cozinha, de pronto foi vendada e amordaçada com vários panos e agredida com uma frigideira na cabeça. Quando acordou do ligeiro desmaio, a vítima arrastou-se até à porta de uma vizinha e pediu socorro.
Assistida pelos Bombeiros Municipais de Loulé e pelo INEM foi depois transportada ao Centro de Saúde local, onde foi sujeita a um exame radiológico que nada acusou, tendo recebido alta.
A Polícia Judiciária de Faro tomou conta da ocorrência.
ASSALTANTES QUERIAM OURO E DINHEIRO
“Só me perguntavam pelo dinheiro e pelo ouro”, explica Maria de Fátima Moço, que, sem outra saída, confessou onde tinha guardado os dois mil euros que possuía em casa para efectuar diversos pagamentos.
Na posse daquela quantia, os gatunos insistiram em questioná-la a propósito do ouro, enquanto reviravam as gavetas de todos os móveis da casa. “Deitaram-me no chão, colocaram-me as mãos nas costas e depois de partirem um copo de vidro golpearam-me numa perna”, conta a vítima, que desmaiou quando um dos assaltantes a agrediu, na cabeça, com uma frigideira – ficou cheia de sangue – por um dos indivíduos que lhe colocou um joelho em cima.
“Estou de baixa por sofrer de fibromialgia, pelo que não resisti a tanto sofrimento e acabei por desmaiar”, diz Maria de Fátima Moço, que atribui ao facto uma importância determinante. “Penso que, ao verem-me sem qualquer reacção, devem ter pensado que tinha acontecido o pior e acabaram por fugir”.
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