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Correio da Manhã

Portugal
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"Deu-me a sensação que Bruno de Carvalho estava do nosso lado": Coentrão descreve ataque à Academia do Sporting

Sessão decorre no Tribunal de Monsanto, em Lisboa.
Débora Carvalho 29 de Janeiro de 2020 às 10:28
Fachada do edifício do Tribunal Criminal de Lisboa em Monsanto
Fachada do edifício do Tribunal Criminal de Lisboa em Monsanto FOTO: Pedro Simões
Esta quarta-feira realiza-se mais uma sessão do julgamento do ataque à Academia do Sporting, um processo que tem 44 arguidos, incluindo Bruno de Carvalho, e que decorre no Tribunal de Monsanto.

Serão ouvidos os depoimentos de Cristiano Piccini e Fábio Coentrão, ambos jogadores do Sporting à data dos factos. Frederico Varandas será ouvido dia 7 como testemunha no processo.

Ao minuto:

15h31 -
Coentrão confirmou que se cruzou com Bruno de Carvalho nos corredores da Academia e que lhe disse: "Isto é uma pouca vergonha. Isto não pode acontecer".

Coentrão afirmou ainda que viu Bruno de Carvalho a falar com Jorge Jesus e que os adeptos não paravam de gritar: "são uma vergonha".

Fábio Coentrão acabou agora o seu depoimento.

15h19 -
"O Fernando Mendes sempre me respeitou. Tinha simpatia por ele e gostava de conversar com ele. Mas naquele momento na Madeira ele desrespeitou a equipa", disse Coentrão. "Estragámos um ano de trabalho num dia. Também estávamos frustrados", atirou.

Coentrão confirmou que viu o Fernando Mendes na Academia do Sporting mas que não falou com ele. "Ate hoje ninguém me disse que o Mustafá estava na Academia. Estiveram lá 40 ou 50 adeptos e a Juve Leo são 3 ou 4 mil", afirmou.

14h54 -
Questionado sobre se alguma coisa tinha ficado combinada, Coentrão foi peremptório: "nada, nada". Mas confirmou que esteve presente ma reunião na véspera do ataque. "A reunião foi normal. Não estávamos a ganhar e o presidente convocou-nos para 'nos dar nas orelhas'".

Coentrão admitiu que houve uma altura em que o presidente disse ao Acuña que ele não podia agir assim. "Não podes fazer aquilo que fizeste", terá dito Bruno de Carvalho a Acuña. "Ele disse que ia tratar de tudo mas que tinhamos que respeitar os adeptos", afirmou o antigo lateral do Sporting.

"Deu-me a sensação que ele [o presidente] estava do nosso lado", assumiu Coentrão.

14h45
- O jogador assume que viu o Bas Dost ferido. Disse que estavam três ou quatro pessoas de cara destapada mas refere que não sabe de quem se tratavam.

Coentrão confirma que esteve no jogo do Marítimo e afirma que era um jogo difícil. "Acontece sempre nestes casos uma troca de palabras entre jogadores e adeptos. Eu até fui ao pé deles para os tentar acalmar. Eles viraram-se sobretudo ao Acuña", descreveu.

"Só me lembro do Fernando Mendes", continuou Coentrão, antes de esclarecer que Jorge Jesus estava por perto, "a tentar acalmar... mas não estava fácil". "Fez o papel de mister", referiu, antes de assumir que este grupo de adeptos prometeu ir à academia.

14h36 -
Coentrão começa a dar o seu testemunho apresentando-se como "jogador profissional de futebol reformado". 

"Estava na casa de banho e ouvi um barulho. Vi logo que não era coisa boa", explicou.

12h02
- "Ouvi barulho e corri logo para o balneário. Tentavam fechar a porta. Vi um indivíduo com um cinto a tentar bater, eles iam fixados em dois ou três jogadores", relata. 

"O Bas Dost levou seis pontos. Ficou muito afetado com a situação", continua.

10h47 - Começa a falar Carlos Mota, de 64 anos, um enfermeiro que estava no gabinete de enfermagem da Academia. Diz que queria mandar a mulher e os filhos para fora depois do ataque mas a mulher não aceitou e quis ficar ao lado dele. O profissional de saúde confirma que os jogadores não quiseram falar com Bruno de Carvalho após o ataque. 

10h40 - Piccini diz que os principais alvos eram Bataglia, William e Patrício e acrescenta: "Acho que a decisão do treinador de dar duas folgas aos jogadores se deveu à situação que aconteceu na Madeira"

10h19 - O italiano revela que estranhou o modo de atuação de Bruno de Carvalho na reunião. "Comportamento do presidente era diferente nas reúniões anteriores. O treinador tinha dado folga dia 14 e 15 mas depois o presidente disse que nós tinhamos de nos apresentar no dia 15 na academia", relata. 

10h12 - "Foi um momento difícil. Senti-me inseguro. Estava com vontade de ir de férias e sair de Portugal. Eram para ai uns 15 indivíduos e dois deles é que falavam mais. Eram os líderes do grupo", explica o jogador.

10h08 - Piccini começa por contar que durante o ataque à Academia uma das portas foi danificada pelos agressores. 

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