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Correio da Manhã

Portugal
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Piloto que fazia a rota do avião da Caparica amarou com sucesso em 2015

Relatório do acidente revela como dois pilotos sobreviveram a falha de motor pousando no mar.
José Carlos Marques 3 de Agosto de 2017 às 14:04
Acidente com avião Cessna que amarou na Caparica, em 2015
Acidente com avião Cessna que amarou na Caparica, em 2015
Acidente com avião Cessna que amarou na Caparica, em 2015
Acidente com avião Cessna que amarou na Caparica, em 2015
Acidente com avião Cessna que amarou na Caparica, em 2015
Acidente com avião Cessna que amarou na Caparica, em 2015
Acidente com avião Cessna que amarou na Caparica, em 2015
Acidente com avião Cessna que amarou na Caparica, em 2015
Acidente com avião Cessna que amarou na Caparica, em 2015

A rota é a mesma, o avião muito parecido, as circunstâncias têm muitas semelhanças. Em 2015, uma avioneta com dois tripulantes que largou de Cascais para rebocar uma manga publicitária por cima das praias da Caparica perdeu o motor e teve de fazer uma aterragem de emergência.

Mas, nessa ocasião, o piloto optou por rumar à Cova do Vapor, onde tentou aterrar num terreno contínuo aos silos que ali existem. A manobra falhou, e o piloto resolveu pousar no mar. A amaragem resultou na destruição do aparelho, mas os dois tripulantes sobreviveram ilesos.

O caso aconteceu a 30 de agosto de 2015. Lê-se no relatório do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves que o Cessna FR172H descolou pelas 11h05 com dois pilotos.

"Com 35 minutos de tempo de voo, após abandonar Caxias e a cerca de 2 milhas náuticas da povoação da Cova do Vapor, a aeronave, a cerca de 600 pés de altitude, começou a dar indícios de uma anomalia associada à potência do motor".

A reação do piloto foi imediata. "O piloto aos comandos efetuou várias tentativas de recuperação mas sem sucesso. Já sobre terra, tomou a decisão de voltar pela esquerda em direção a um terreno adjacente aos silos da Trafaria".

Largada a manga que o avião estava a rebocar, a cerca de 450 pés de altitude, o motor parou por completo "com um alto estrondo".

"Dadas as circunstâncias, o piloto aos comandos decidiu aterrar no referido terreno. No entanto, já com full flaps (40º) e dada a libertação da manga e também a componente de vento de cauda a aeronave ganhou velocidade terreno".

A aterragem acabou por não resultar, por causa de um golpe de vento. "A razão de aproximação aos silos bem como a distância disponível para a aterragem tornaram-se críticos pelo que o piloto voltou pela esquerda com o intuito de tentar aterrar com o vento pela frente Durante a volta, a aeronave perdeu altitude até a um ponto de não ser mais possível alcançar o terreno tendo o piloto aos comandos tomado a decisão de amarar".

Pescadores ajudaram pilotos

Segundo o relatório do GPIAA (agora GPIAAF) "a amaragem foi efetuada junto à margem com as asas niveladas e com cerca de 30 nós de velocidade indicada tendo o piloto aos comandos, de modo a suavizar o impacto na água, efectuado um ligeiro flare".

"Ambos os pilotos saíram da aeronave pelos seus próprios meios e foram, pouco depois, socorridos por pescadores nas proximidades".

No relatório, os investigadores do GPIAA fazem uma recomendação "Este acidente realça a importância da presença de dispositivos de flutuação pessoal a bordo para este tipo de trabalho aéreo".

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