Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
7

PJ descobre esconderijo de grupo terrorista Resistência Galega em Coimbra e apreende material explosivo

Grupo independentista foi responsável, entre os anos 2005 e 2011, por mais de 35 ataques com explosivos, em diferentes zonas de Espanha.
Correio da Manhã 19 de Outubro de 2020 às 11:33
A carregar o vídeo ...
Grupo independentista foi responsável, entre os anos 2005 e 2011, por mais de 35 ataques com explosivos, em diferentes zonas de Espanha.
Uma operação da Polícia Judiciária descobriu a base logística de grupo terrorista Resistência Galega, um "grupo independentista [que] foi responsável, entre os anos 2005 e 2011, por mais de 35 ataques com explosivos, em diferentes zonas de Espanha".

A operação foi levada a cabo pela PJ, em articulação com o DIAP Regional de Coimbra e em "estreita cooperação com a Guardia Civil, desenvolveu uma investigação com vista à deteção de ligações a Portugal".

"Embora não havendo vítimas a registar, foram provocados avultados danos materiais em diversos edifícios públicos e privados, tais como sedes de partidos políticos e agências bancárias, causando estas ações enorme alarme social", lê-se em comunicado.

No que toca ao material apreendido foram recolhidos "inúmeros utensílios utilizados na fabricação de engenhos/artefactos explosivos, nomeadamente relógios, temporizadores e telemóveis preparados como dispositivo de ativação remota de cargas explosivas; dispositivos pirotécnicos e engenhos explosivos improvisados, uma carga total de aproximadamente 30 kg pólvora, livros, apontamentos manuscritos e manifestos de propaganda dos ideais da Resistência Galega". Apreendeu-se ainda uma panela de pressão que servia para confinamento de carga explosiva e "material utilizado para falsificação de documentos, como carimbos de instituições públicas espanholas e plastificadoras a quente".

Em 2014, o grupo foi considerado terrorista pelo Supremo Tribunal de Justiça espanhol. Os líderes desta organização viviam na clandestinidade desde 2006, tendo sido detidos pelas autoridades espanholas em junho de 2019, encontrando-se atualmente a aguardar julgamento, sujeitos à medida de coação de prisão preventiva, avança ainda o comunicado da PJ.

Há um ano, no dia 9 de novembro, após partilha de informações e cooperação policial entre Portugal e Espanha, foi localizado um imóvel em Coimbra, associado aos líderes da "Resistência Galega" e utilizado como "casa de recuo".

Ver comentários