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Correio da Manhã

Portugal
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Homem põe à venda vinho de luxo falsificado e ganha perto de 400 euros por garrafa

ASAE descobre duas garrafas de Pêra-Manca contrafeito em Braga.
João Carlos Rodrigues 15 de Setembro de 2019 às 09:38
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ASAE apanhou carrinha com 1700 garrafas de vinho contrafeito.
Uma investigação da ASAE a um restaurante em Braga levou à descoberta de um esquema de falsificação que permitia ao proprietário vender vinhos comuns a 400 euros a garrafa. Foram apreendidas duas garrafas com o rótulo Pêra-Manca - um dos vinhos mais caros e exclusivos produzidos em Portugal - que estavam à venda como genuínas, mas não passavam de uma falsificação.

Em causa está um crime de fraude sobre mercadorias e venda de artigos contrafeitos, para o qual já foi instaurado um processo-crime. O comerciante foi identificado e terá agora de responder no âmbito da investigação, que tenta apurar se o homem terá enganado mais clientes desta forma anteriormente.

Esta foi a segunda apreensão do género este ano. Em junho, a ASAE apreendeu oito garrafas de vinho tinto da marca Barca Velha também por suspeitas de falsificação, que estavam à venda em leilões na internet e cujo valor poderia ser superior a 4500 euros. No caso do Pêra-Manca, que conduziu a ASAE à apreensão em 2016 de 1700 garrafas da edição de 2010 falsificadas, o produtor (Fundação Eugénio de Almeida) foi obrigado a criar um sistema de segurança para combater as falsificações e o mercado paralelo.

Cada garrafa deste vinho tem atualmente um sistema de segurança para garantir a sua autenticidade. Trata-se de um código incorporado na cápsula que, associado a uma imagem holográfica, permite validar na página da marca que se comprou uma garrafa original.

PORMENORES
Um clássico com 29 anos
A 1ª edição do Pêra-Manca foi lançada em 1990 e desde então teve apenas 14 colheitas. É feito com uvas da Herdade dos Pinheiros (da Fundação Eugénio de Almeida) e não ultrapassa as 30 mil garrafas em cada edição. Cada, no mínimo, a 200/250 €.
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