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Correio da Manhã

Portugal

Praças querem mais efetivos

530 vagas, com 263 para oficiais. Pandemia justifica contratos.
João Saramago 25 de Setembro de 2020 às 09:13
Praças nas Forças Armadas
Praças nas Forças Armadas FOTO: João Cortesão
As Forças Armadas vão abrir este ano 530 vagas para os quadros permanentes, sendo que metade (263) é para oficiais. Decisão que merece a crítica da Associação de Praças, que a classifica como “uma má medida”. “As chefias e o próprio Ministério da Defesa referem que há um quadro deficitário de praças, mas o que se verifica é que apenas 11% das vagas são para praças [soldados, marinheiros e cabos]”, referiu o presidente da associação, Paulo Amaral.

Fonte do Ministério da Defesa justificou a medida com a necessidade de contratar mais médicos e enfermeiros, perante a resposta à pandemia da Covid-19.

De acordo com o despacho, além de 263 oficiais são abertas vagas para 70 sargentos na Marinha, 82 no Exército e 68 na Força Aérea. Há ainda a registar 47 vagas na Marinha para praças. A Marinha é o único ramo das Forças Armadas com praças nos quadros permanentes. Na Força Aérea e no Exército a contratação de praças é feita a prazo. Uma solução contestada pela associação, que defende um regime idêntico nos três ramos.
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