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Correio da Manhã

Portugal
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Predadores na cadeia por abusos a meninas

Avô abusa de duas netas, uma das quais 200 vezes, e apanha seis anos e meio de prisão.
Nelson Rodrigues e Tânia Rei 1 de Maio de 2019 às 10:13
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Dois predadores sexuais foram esta terça-feira condenados a penas de prisão efetiva por atacarem menores.

Em Vila Nova de Gaia, um homem de 72 anos foi sentenciado a seis anos e meio de cadeia por abuso sexual agravado de duas netas, uma das quais foi atacada 200 vezes.

O arguido foi acusado de 857 crimes, mas o tribunal deu como provados 201 e a soma das penas parcelares daria 301 anos de cadeia.

Já em Bragança, um homem de 51 anos apanhou 10 anos de prisão por dois crimes de abuso, 11 de coação sexual, um de violação agravada e outro de maus-tratos. A vítima era a enteada, de 11 anos.

No caso de Bragança, o padrasto aproveitava quando estava sozinho com a menor para levar a cabo os abusos. O tribunal considerou que o homem não mostrou arrependimento, uma vez que nunca confessou os abusos.

"O crime mais grave julgado pelo tribunal é o de homicídio porque tira a vida. Mas o abuso sexual é igualmente grave porque destrói uma vida", disse o juiz presidente.

A menina, bem como uma meia-irmã, filha do arguido, estão à guarda de uma instituição.

Também o arguido de Gaia, que ficará em liberdade até a pena transitar em julgado, nunca confessou os crimes. "Não reconhece o desvalor das atitudes para com as netas e a sociedade", referiu a magistrada, na leitura da decisão, ontem de manhã.

As mães das duas menores sabiam dos abusos, mas não denunciaram o pai. A queixa foi apresentada por uma professora das vítimas.
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