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Correio da Manhã

Portugal
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Presidente da Federação de Kickboxing diz trabalhar à borla

Ana Vital de Melo alega não receber nada da Federação.
João Carlos Rodrigues e Henrique Machado 10 de Janeiro de 2018 às 09:04
Ana Vital de Melo está a ser investigada pelo Ministério Público após denúncia de fraude fiscal e à Segurança Social
Ana Vital de Melo nunca praticou kickboxing, mas abraçou a causa em 2006, quando foi eleita presidente
Augusto Baganha e Ana Vital de Melo
Ana Vital de Melo
Ana Vital de Melo está a ser investigada pelo Ministério Público após denúncia de fraude fiscal e à Segurança Social
Ana Vital de Melo nunca praticou kickboxing, mas abraçou a causa em 2006, quando foi eleita presidente
Augusto Baganha e Ana Vital de Melo
Ana Vital de Melo
Ana Vital de Melo está a ser investigada pelo Ministério Público após denúncia de fraude fiscal e à Segurança Social
Ana Vital de Melo nunca praticou kickboxing, mas abraçou a causa em 2006, quando foi eleita presidente
Augusto Baganha e Ana Vital de Melo
Ana Vital de Melo
A presidente da Federação Portuguesa de Kickboxing e Muay Thay (FPKMT) garante que todas as despesas daquele organismo, que estão a ser investigadas pelo Ministério Público, foram "escrupulosamente auditadas por seis entidades" – desde o Instituto Português do Desporto e Juventude passando pela Autoridade Tributária, a Segurança Social e o Tribunal de Contas.

Ana Vital de Melo fala mesmo de uma "encomenda" cujo "mentor é o ex-secretário de Estado do Desporto, Alexandre Mestre" e nega ter recebido ilegalmente qualquer montante: "Não trabalho na Federação. É carolice, faço-o ‘pro bono’."

Em causa estão suspeitas de fraude fiscal e à Segurança Social devido à ausência de contratos de trabalho dos dirigentes, de viagens de férias pagas pela Federação, de deslocações de atletas para participar em competições internacionais (mundiais e europeus) pagas pelos próprios e da imposição de seguros através da FPKMT.

Ana Vital de Melo afirma que "todos os titulares dos órgãos sociais não possuem cargos remunerados" e que "para férias sempre foram usados, única e exclusivamente, fundos pessoais de cada um".

Um ex-diretor-geral da FPKMT garante que também esteve no Cambodja e que as despesas foram custeadas pela Federação. "Nego totalmente essa acusação", remata Ana Vital de Melo.

O mesmo ex-dirigente assume que os ordenados não eram declarados, o que a presidente da FPKMT também refuta. 

Parecer do Instituto do Desporto diz que esquema de seguros "é abusivo"    
Ana Vital de Melo também é visada pela forma como a Federação impõe aos atletas seguros através da própria instituição. A responsável garante que "a FPKMT teve necessidade de incluir o seguro desportivo na taxa de inscrição para evitar situações que levaram a instituição a tribunal, porque alguns dos agentes desportivos federados não tinham apólice de seguro válida".

No entanto, um parecer do IPDJ, a que o CM teve acesso, alega que "a exigência da FPKMT é abusiva, posto que a hipotética adesão ao seguro celebrado por aquela Federação só reveste caráter obrigatório caso o associado não seja tomador de qualquer seguro."
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