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Correio da Manhã

Portugal
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Proibido de ir à universidade

Sérgio Barbosa, o aluno que anteontem agrediu à facada Luís Gonçalves, o director da Escola de Direito da Universidade do Minho, disse ontem ao juiz de instrução do Tribunal de Braga estar “muito arrependido” do que fez e sublinhou que a agressão “foi um irreflectido acto de desespero”.
16 de Junho de 2007 às 00:00
Sérgio Barbosa, acompanhado pelos pais, no Tribunal de Braga
Sérgio Barbosa, acompanhado pelos pais, no Tribunal de Braga FOTO: Sérgio Freitas
Depois de duas horas de interrogatório, o juiz determinou termo de identidade e residência como medida de coacção, acrescida de apresentações periódicas na GNR de Barcelos, sua área de residência.
Além disso, o tribunal determinou que, até ao início do julgamento, o aluno, agora constituído arguido, não pode permanecer em Braga e está proibido de entrar no recinto da Universidade do Minho e de contactar com professores ou dirigentes daquela instituição.
O aluno, segundo fonte ligada ao processo, agrediu o professor após ter percebido que não tinha hipótese de ser finalista já que lhe faltam 13 cadeiras para o fim do curso e que, ao abrigo do Processo de Bolonha, perdia o estatuto a que considera ter direito devido à sua gaguez.
Porém, fonte judicial disse ao CM que ele se sentiu prejudicado na nota de um exame. É que, depois de ter chumbado, pediu a reapreciação da prova por um professor externo à UM, que lhe disse que ele merecia uma nota melhor.
A família e os amigos afirmam que a atitude de esfaquear o professor não foi a mais correcta mas alertam para o facto de ele se ter “cansado de ser perseguido”.
CONSEQUÊNCIAS
PROCESSO INTERNO
Independentemente da questão judicial, a Universidade do Minho vai instaurar um processo ao aluno que agrediu o professor à facada. Na próxima segunda-feira, o professor Luís Gonçalves vai reunir com o reitor, José Guimarães Rodrigues, para analisar o caso.
MEDO DO FUTURO
Além de todos os problemas jurídicos e disciplinares que o aluno Sérgio Barbosa vai ter agora de enfrentar, o que mais preocupa a família é que o estudante fique “irremediavelmente marcado” e nunca mais venha a completar a licenciatuta em Direito na UM.
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