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Correio da Manhã

Portugal
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PSP identifica organizadores de manifestação em frente ao Tribunal de Braga

Grupo protestou contra a decisão judicial de deixar em liberdade pai que violou filha no Dia da Mãe.
Lusa 11 de Maio de 2020 às 13:41
Protestam em Braga contra liberdade para pai que violou da filha no Dia da Mãe
Protestam em Braga contra liberdade para pai que violou da filha no Dia da Mãe FOTO: Direitos Reservados
A PSP identificou quatro organizadores de uma manifestação, que decorreu na noite de domingo frente ao Tribunal de Braga, contra a decisão judicial de deixar em liberdade um homem suspeito de abuso sexual da filha de 15 anos.

Fonte da PSP disse esta quarta-feira à Lusa que a manifestação não foi previamente comunicada à câmara municipal, como é de lei.

"Foram identificadas três mulheres e um homem", acrescentou.

Promovido pela Associação Mulheres de Braga (AMBRAGA), o protesto consistiu na colocação de dezenas de brinquedos e outros objetos relacionados com a criança, como mochilas, desenhos, livros, sapatilhas e bonecas, à entrada do Tribunal de Braga

A presidente da associação, Emília Santos, disse à Lusa que se tratava de um "grito de revolta por mais uma decisão judicial que deixa as vítimas entregues à sua sorte".

"Não se compreende que um homem que abusa de uma filha de 15 anos seja deixado em liberdade, apenas com proibição de se aproximar das filhas e com pulseira eletrónica. Na prática, tanto a vítima como a irmã, ambas menores, ficam completamente expostas ao perigo", referiu.

Um homem de 44 anos foi detido pela Polícia Judiciária por suspeita de abusar sexualmente da filha de 15 anos, na casa em que viviam, em Braga.

Na semana passada, um juiz de instrução criminal no Tribunal de Braga aplicou-lhe, como medidas de coação, apresentações periódicas na PSP e proibição de se aproximar das filhas, a menos de 500 metros, uma medida controlada por pulseira eletrónica.

Para as "Mulheres de Braga", o "abandono" de brinquedos à porta do tribunal pretendia simbolizar "o mesmo abandono a que aquelas crianças foram votadas", com a decisão de juiz de deixar o alegado agressor em tribunal.

Após a intervenção da PSP, todos os objetos colocados na entrada do tribunal foram retirados e levados para o interior do edifício.

Emília Santos disse que anteriormente a associação já tinha promovido uma outra manifestação em frente ao tribunal, traduzida numa vigília, e "não houve necessidade de autorização nenhuma nem problema nenhum".

O movimento Mulheres de Braga foi criado em setembro de 2019, para combater a violência doméstica, depois da morte de uma mulher, degolada em frente ao tribunal da cidade, alegadamente pelo antigo companheiro.

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