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Correio da Manhã

Portugal
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PSP Lisboa averigua detenção de jovens que alegam agressão da polícia

O advogado vai apresentar queixa ao MP contra o agente.
20 de Outubro de 2014 às 17:49
Comando Metropolitano de Lisboa
Comando Metropolitano de Lisboa FOTO: Sérgio Lemos

O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP abriu um processo de averiguações para apurar o que se passou no domingo, em Alcântara, em que alguns dos cinco jovens detidos acusam a Polícia de agressão.

Em comunicado, o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP refere que cinco homens foram detidos, às 09h15 de domingo, em Alcântara, no seguimento da identificação de um suspeito. Segundo a PSP, um dos homens foi detido por resistência e coação e quatro por tentativa de obstrução na realização da primeira detenção.

O Cometlis adianta que, no seguimento desta intervenção, ficaram feridos um polícia, que necessitou de receber tratamento hospitalar, e um dos detidos. O advogado de um dos detidos, Pedro Rocha Santos, disse à agência Lusa que ficaram feridos dois jovens, tendo um deles um braço partido e o outro várias mazelas provocadas por muros e pontapés, alegadamente sofridos dentro da esquadra da PSP do Calvário.

Carlos Cabral, agente principal da PSP aposentado e pai de um dos jovens, relatou no domingo à Lusa que a situação começou de manhã, quando o seu filho, juntamente com um grupo de amigos na casa dos 20 anos, saía da discoteca Luanda, em Lisboa. Um desses jovens encontrava-se encostado ao capô de um carro quando foi abordado por elementos da polícia tendo alegadamente, depois, levado dois murros na zona do peito.

De acordo com o pai, o rapaz agredido foi levado à esquadra do Calvário para identificação e revista e, quando ia a abandonar as instalações, reparou que um dos amigos estava a ser agredido dentro da esquadra.

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