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Correio da Manhã

Portugal
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Recluso soma mais nove anos de prisão por extorsões nas saídas precárias da cadeia de Custóias

Tribunal aplicou penas de prisão suspensas na sua execução a duas mulheres coarguidas no processo.
Lusa 30 de Março de 2020 às 16:39
Prisão
Prisão FOTO: Getty Images
O tribunal criminal de São João Novo, no Porto, condenou a nove anos de prisão um recluso que intimidou e extorquiu dezenas de pessoas durante as saídas precárias da cadeia de Custóias, Matosinhos, disse hoje fonte judicial.

Além desta pena efetiva, o tribunal aplicou penas de prisão suspensas na sua execução a duas mulheres coarguidas no processo: num dos casos de dois anos e noutro de um ano e oito meses.

O tribunal fixou uma indemnização de 950 euros a um homem que se constituiu demandante no processo.

Segundo o Ministério Público (MP), o principal arguido do processo, de 47 anos, estava a cumprir uma pena de nove anos e três meses de prisão e aproveitava as saídas precárias - e depois a liberdade condicional - para oferecer serviços de recuperação de dívidas, acabando por ameaçar e extorquir os devedores e os próprios clientes.

Contas feitas pelo MP, terá intimidado mais de 120 pessoas e extorquido um total de 107 mil euros, em crimes consumados a partir de 2016, com a colaboração das duas mulheres coarguidas no processo.

Na primeira audiência do julgamento, em 02 de dezembro de 2019, o recluso - que tem vários antecedentes criminais, alguns por práticas similares, e que voltou à cadeia em 2018 - admitiu parte dos ilícitos que lhe foram imputados.

"Disse que lhe partia as pernas?", quis saber então a juíza-presidente do processo, apoiada no texto da acusação, sobre ameaças a um devedor descritas na acusação.

"Devo ter dito", anuiu o autointitulado "recuperador de dívidas".

Custóias Porto São João Novo Matosinhos crime lei e justiça punição / sentença
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