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Correio da Manhã

Portugal
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Recorde outros casos de multiplos homicídios em Portugal

Crimes que chocaram o país nos últimos anos.
João Monteiro de Matos 24 de Março de 2017 às 13:06
José Queirós, dono de boîte rival, foi o mandante dos crimes do Meia Culpa
Vítor Jorge, Crime Disse Ele, Carlos Anjos, Osso da Baleia
António Jorge saiu em liberdade condicional
Incidente da Quinta do Conde aconteceu a 29 de agosto
Dinai foi detido no Brasil
José Queirós, dono de boîte rival, foi o mandante dos crimes do Meia Culpa
Vítor Jorge, Crime Disse Ele, Carlos Anjos, Osso da Baleia
António Jorge saiu em liberdade condicional
Incidente da Quinta do Conde aconteceu a 29 de agosto
Dinai foi detido no Brasil
José Queirós, dono de boîte rival, foi o mandante dos crimes do Meia Culpa
Vítor Jorge, Crime Disse Ele, Carlos Anjos, Osso da Baleia
António Jorge saiu em liberdade condicional
Incidente da Quinta do Conde aconteceu a 29 de agosto
Dinai foi detido no Brasil

Caso "Meia-Culpa"

Foi na manhã de 16 de abril de 1997 que Portugal acordou com a notícia de 13 pessoas mortas numa casa de alterne em Amarante.
A discoteca Meia Culpa foi atacada nessa madrugada por três homens armados que regaram as mesas e sofás daquele espaço com gasolina, trancando de seguida os clientes e as empregadas lá dentro. Lançaram depois fogo no edíficio.

Esta tragédia deveu-se à rivalidade entre duas casas da noite na região.

José Queirós, dono da Diamante Negro, no centro de Amarante, foi o mandante dos crimes do Meia Culpa e foi condenado à pena máxima de prisão. 


Caso "TóJó"

António Jorge Lopes Machado, também conhecido por Tojó, foi condenado à pena máxima pela morte dos pais quando tinha apenas 21 anos.

Tójó foi condenado em 2001 a 25 anos de prisão por ter matado a sangue frio os pais, Jorge e Fernanda Machado, na sua casa em Vale de Ílhavo, Aveiro.

Cumpriu pena no Estabelecimento Prisional de Coimbra, após ter confessado a autoria dos crimes.

Sobre o crime, a Polícia Judiciária afirmou, à altura dos factos, que sempre houve dúvidas ao que realmente aconteceu.

Os inspetores encarregues do caso garantem que se tratou, a partida, de um ritual satânico e que TóJó teve ajuda de alguém próximo, mas por falta de provas e por ter assumido sozinho a prática dos homicídios nunca identificaram qualquer cúmplice. A namorada chegou a ser considerada suspeita.

Caso "mata-sete"
Faz neste mês de março, 30 anos desde que Vítor Jorge, um funcionário bancário, assassinou cinco pessoas à queima-roupa na praia do Osso da Baleia, no Pombal.

Momentos depois, já num pinhal perto da Marinha Grande, voltou a matar, desta vez, uma mãe e uma filha.

Vítor Jorge ficou conhecido em todo o país como o "mata-sete", por ter sido o autor de um dos mais impressionantes crimes cometidos no nosso país.

Caso da Quinta do Conde

Um agente da Polícia de Segurança Pública, o filho e um militar da Guarda Nacional Republicana morreram após serem baleados por um homem de 77 anos, numa tarde de agosto de 2015, na Quinta do Conde, Sesimbra. Em causa estava uma desavença antiga entre vizinhos. Tudo começou devido a uma discussão sobre o cão do agente da PSP.

O homicida disparou da janela de casa cinco tiros de caçadeira que atingiram pai e filho que estavam na altura na rua.

O elemento do corpo de segurança pessoal da PSP foi a primeira vítima deste homem e morreu no local. O filho, de 23 anos, também estava na rua, acabando por morrer no Hospital de São Bernardo, em Setúbal.

Uma patrulha da GNR da Quinta do Conde dirigiu-se logo para o local, alertada por sucessivas chamadas de moradores. Um dos militares com 25 anos, mal chegou ao local, foi a vítima mortal seguinte.

Rogério Coelho, autor confesso dos crimes, morreu em 2015.

Caso do triplo homicídio em Tires
As autoridades encontraram nas imediações de um hospital veterinário em Tires, Cascais, os corpos de três brasileiras, uma delas grávida, que estavam desaparecidas há vários meses. O caso remonta ao início do ano de 2016.

O suspeito do triplo homicídio foi detido só em setembro no Brasil, em Belo Horizonte. Dinai Alves Gomes mantinha uma relação amorosa com uma das vítimas e chegou a trabalhar no hotel de animais onde os corpos de Michele Santana Ferreira, Lidiana Neves Santana e Thayane Milla Mendes Dias foram encontrados.

Caso de Beja

Um homem com cerca de 60 anos confessou ter matado na própria casa, em Beja, a mulher, de 53 anos, a filha, de 28 anos, e a neta, de 4 anos, devido a dificuldades financeiras. O crime remonta a fevereiro de 2012. 

Francisco Esperança disse às autoridades que cometeu o triplo homicídio, enquanto as vítimas dormiam e com recurso a uma catana, "por ser um instrumento silencioso". Suicidou-se dias depois no Estabelecimento Prisional de Lisboa.

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