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Correio da Manhã

Portugal
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Relação reduz pena de mãe que tentou matar filho com clorofórmio

Desembargadores defendem que a pena de 17 anos é "algo exagerada" e que o tribunal ignorou o quadro psicopatológico da arguida.
Débora Carvalho 3 de Dezembro de 2020 às 01:30
Patrícia, que envenenou o filho com clorofórmio, está presa no hospital-prisão de Caxias
Patrícia, que envenenou o filho com clorofórmio, está presa no hospital-prisão de Caxias FOTO: Direitos Reservados
Patrícia, a mãe que tentou matar o filho envenenando-o com clorofórmio, foi em julho condenada a uma pena única de 17 anos de prisão, por sete crimes de homicídio qualificado, na forma tentada, e a indemnizar a criança em 300 mil euros e o pai em 25 mil. A pena foi agora reduzida para dez anos. O Tribunal da Relação de Lisboa absolveu ainda Patrícia de pagar a indemnização ao ex-marido e reduziu para 100 mil euros a compensação ao filho.

Os desembargadores defendem que a pena de 17 anos é "algo exagerada" e que o tribunal ignorou o quadro psicopatológico da arguida, que sofre de Síndrome de Munchausen por Procuração, uma forma específica de violência sobre crianças.

Para os juízes, a pena de dez anos "representa já um castigo severo para uma mulher próximo dos trinta anos", lê-se no acórdão, a que o CM teve acesso. Ficou provado que Patrícia lançou o filho para a piscina, deixando-o inconsciente, noutra ocasião tapou-lhe a cabeça com um lençol e em cinco ocasiões, quando o menino estava internado, administrou-lhe clorofórmio, substância tóxica que lhe provocou paragens cardiorrespiratórias.
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