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Correio da Manhã

Portugal
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Restaurante de Lisboa que recusou fechar portas durante confinamento vai encerrar

Donos do Lapo, no Bairro Alto, em Lisboa, vão fechar temporariamente o restaurante depois de aconselhados a tal pela PSP.
SÁBADO 17 de Janeiro de 2021 às 21:01
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Gerente de restaurante em Lisboa que recusa fechar portas explica decisão: "Governo não tem legitimidade"
O restaurante Lapo, que se manteve aberto na sexta-feira apesar da ordem de encerramento decretado pelo Governo no âmbito do Estado de Emergência, vai fechar as portas temporariamente. 

Num comunicado publicado no seu Facebook, os donos do restaurante, entre eles o que afirmou nem saber da pandemia não fossem os seus amigos, agradecem "a avalanche de manifestações de apoio" recebido e aos que saíram de casa para ir ao espaço, "porque, sair de casa, nos dias que correm, é um acto de coragem".

"Depois de profunda análise e ponderação, decidimos não reabrir ontem. Esta decisão é motivada sobretudo por respeito à sensibilização dos agentes da PSP. Estudámos energicamente todas as vias disponíveis e muito brevemente partilharemos mais informação sobre as acções que iremos desenvolver", justificam. Deixam ainda uma palavra de agradecimento à PSP que esteve no local.

Caros amigos, Conforme comunicado nas redes sociais mantivemos o nosso estabelecimento aberto ao público na...

Publicado por L A P O em Domingo, 17 de janeiro de 2021

O dono do restaurante, que citou dados amplamente desmentidos para manter o restaurante aberto, volta a citar esses dados para garantir que "não há absolutamente nenhuma informação científica que demonstre que os restaurantes são focos de contágio quando comparados com aviões repletos de passageiros confinados ao mesmo espaço durante horas, transportes públicos pejados de pessoas em horas de ponta, provas de desporto automóvel, actividades políticas, etc".

Os donos do espaço prometem que irão reabrir "em breve, em força". 

Face à intervenção da PSP, na sexta-feira, o proprietário alegou que estaria a funcionar ao abrigo do direito de resistência, previsto constitucionalmente. A PSP determinou o encerramento do estabelecimento, ordem que veio a ser acolhida pelo proprietário, procedendo-se à evacuação de todos os clientes que estavam no interior do mesmo, recolhendo depois elementos de identificação necessários à autuação contra-ordenacional da conduta verificada.
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