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Correio da Manhã

Portugal
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RIXA DE GANGS EM BAR

Oito feridos, entre eles um soldado da GNR, é o balanço de uma desordem que teve início, ontem, ao princípio da noite, no ‘Luna Bar’, junto à Póvoa de Santo Adrião, nos arredores de Lisboa.
1 de Dezembro de 2002 às 01:05
De acordo com dados oficiais recolhidos no posto da GNR da localidade, “a escaramuça começou quando o ‘gang’ das Sapateiras quis entrar no bar para se confrontar com elementos dos ‘gangs’ do Zambujal e Santo António dos Cavaleiros”.

Como a proprietária lhes negou a entrada, um dos arruaceiros terá dado ordem a dois membros do ‘gang’ - que se encontravam no interior do estabelecimento - para lançarem gás no bar.

Chamada ao local, a GNR da Póvoa de Santo Adrião enviou um jipe com quatro soldados que foram recebidos à pedrada. De imediato foram pedidos reforços aos postos de Bucelas, Loures e São João da Talha, num total de 20 homens.

No interior e exterior do bar encontravam-se cerca de 200 pessoas, entre os quais clientes e membros de ‘gangs’, o que dificultou a acção das forças policiais.

A GNR disparou alguns tiros para o ar para tentar dispersar a multidão que apedrejou e feriu um dos militares na perna direita.

Várias pessoas foram assistidas no local devido aos efeitos do gás e das escaramuças. Para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, foram transportados oito pessoas com ferimentos ligeiros.

Doze indivíduos do sexo masculino foram levados para o posto da Póvoa de Santa Adrião para identificação e averiguações. Foi também apreendida uma arma, que se veio a verificar ser de plástico.

Ao que o CM conseguiu apurar, os dois principais suspeitos conseguiram fugir do local atirando-se para uma ribeira, paralela ao bar, e em louca correria pela A8 escaparam ao cerco montado pela GNR.

Os elementos da autoridade não conseguiram recolher indícios no estabelecimento de diversão e suspeitam que os dois indivíduos se tenham desfeito de qualquer prova atirando-a para o esgoto.

O relato de uma testemunha ouvida no local contraria, no entanto, a versão da GNR. O popular conta que tudo não passou de uma brincadeira com bombinhas de Carnaval.

Certo, é que o bar, localizado na Rua das Hortas, na Quinta da Várzea, foi obrigado a encerrar devido ao cheiro intenso a gás e, também, como medida de prevenção para evitar mais distúrbios.
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