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Correio da Manhã

Portugal
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Secretas militar e civil a trabalharem juntas

Novo chefe do Estado-Maior-General, Silva Ribeiro, apresentou prioridades.
Sérgio A. Vitorino 3 de Março de 2018 às 09:34
Silva Ribeiro
Almirante abraça o seu pai, Manuel Ribeiro, 88 anos, na posse em Belém
Silva Ribeiro
Almirante abraça o seu pai, Manuel Ribeiro, 88 anos, na posse em Belém
Silva Ribeiro
Almirante abraça o seu pai, Manuel Ribeiro, 88 anos, na posse em Belém
O novo chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), almirante Silva Ribeiro, anunciou ontem querer "mecanismos de articulação operacional entre o CISMIL [Centro de Informações Militares, sob seu comando] e o SIRP [sistema civil que tem o SIS e o SIED, de que foi diretor]". Ou seja, promover trabalho entre ‘secretas’ para melhorar a segurança pública e das instalações militares.

Na sua apresentação aos militares e civis, em que se chegou a emocionar durante a homenagem aos mortos, Silva Ribeiro - que tomou posse na quinta-feira - anunciou que vai "reestruturar o EMGFA, concentrando valências e reduzindo efetivos, porque quem precisa muito de efetivos são os ramos".

Disse que de "nada nos servem lamentações" sobre a falta de recursos financeiros "ou esperanças vãs por reforços súbitos do orçamento, porque estas duas posturas levam ao adiar das decisões, à degradação dos meios materiais e à desmotivação do pessoal." "Um marinheiro está sempre pronto, seja bom tempo ou mau tempo. Vamos enfrentar as dificuldades e superá-las", afirmou.

Deu conta dos objetivos de modernizar as Forças Armadas, "aproveitando a revisão da Lei de Programação Militar" este ano, de garantir a Academia de Comunicações e Informação da NATO (em Oeiras), e de melhorar as capacidades do Hospital das Forças Armadas pela forte ligação ao Serviço Nacional de Saúde, "para melhor assistência à família militar".

Na vertente operacional, o novo chefe militar quer "incrementar" Portugal como "coprodutor de segurança internacional" e "otimizar o apoio na resposta a emergências civis, com um foco muito especial no combate e prevenção dos fogos rurais, fortalecendo a articulação com a Proteção Civil".

Em recados para dentro, o almirante exigiu que não se alimentem "paixões ou animosidades pessoais ou corporativas" e definiu como princípios "inegociáveis" a "sinceridade, verdade e justiça".
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