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Correio da Manhã

Portugal
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Serial Killer vê precária negada 14 anos depois de ser detido pela PJ

Cabo Costa matou três jovens entre 2005 e 2006, em Santa Comba Dão.
Sofia Garcia 24 de Junho de 2020 às 07:57
Cabo Costa
Joana, vítima do cabo Costa
Família de Isabel, vítima do cabo Costa
Isabel, vítima do cabo Costa
Cabo Costa
Joana, vítima do cabo Costa
Família de Isabel, vítima do cabo Costa
Isabel, vítima do cabo Costa
Cabo Costa
Joana, vítima do cabo Costa
Família de Isabel, vítima do cabo Costa
Isabel, vítima do cabo Costa

Condenado a 25 anos de cadeia pela morte de três adolescentes, suas vizinhas, em Cabecinha de Rei, Santa Comba Dão, Viseu, António Costa viu recentemente recusado mais um pedido de saída precária.

Desde que cumpriu um quarto do total da pena, o ex-cabo da GNR já fez dezenas de pedidos de precária ao juiz de execução de penas mas até agora  todos os requerimentos, que o próprio apresenta a partir do Estabelecimento Prisional de Évora, foram todos recusados.

Fonte ligada ao processo garantiu ao CM que é quase impossível que algum dia o serial killer de Santa Comba Dão, como ficou conhecido, veja atendido o pedido de precária ou até mesmo de condicional, devido à natureza dos crimes e pelo facto de nunca os ter confessado em tribunal.

Entre 2005 e 2006, o militar da GNR na reforma, à época com 54 anos, matou três vizinhas que conhecia desde pequenas e atirou os corpos em barragens.

O primeiro corpo a ser encontrado foi o de Isabel Cristina Isidoro, de 17 anos, apareceu em maio de 2005, numa barragem, enrolada em sacos se serapilheira. Seis meses mais tarde, o cadáver de Mariana Gonçalves Lourenço foi também detetado na água. A vítima tinha 18 anos, frequentava o primeiro ano de faculdade, num pólo da Universidade de Coimbra, em Oliveira do Hospital, quando desapareceu sem deixar rasto, de Cabecinha de Rei. 

O último corpo foi encontrado em 2006. Pertencia a Joana Oliveira que tinha apenas 17 anos.

Todas as jovens foram atraídas pelo vizinho que conheciam desde pequenas. Por terem rejeitado investidas íntimas do homem foram mortas. O Cabo Costa usou as próprias mãos para cometer os crimes, enrolava sempre os cadáveres em sacos de serapilheira que ataca com cordas e atirava a barragens da zona. 

Em cúmulo jurídico, o ex-Cabo da GNR foi condenado em 2007, no Tribunal da Figueira da Foz, a 25 anos de cadeia.

As famílias das vítimas sentem-se aliviadas pelo sistema não deixar o serial killer de Santa Comba Dão regressar à sociedade.

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