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Correio da Manhã

Portugal
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SOS Racismo reage à agressão na Amadora e pede que se acabe "com a impunidade de violência policial racista"

PSP nega agressões. Agente diz ter sido agredido e empurrado por Cláudia durante detenção.
Correio da Manhã 21 de Janeiro de 2020 às 12:51
Mãos do PSP. Agente alega que foi agredido e empurrado durante detenção
Braços PSP com agressões
Mulher acusa PSP de a ter espancado em frente à filha de 8 anos na Amadora
Mãos do PSP. Agente alega que foi agredido e empurrado durante detenção
Braços PSP com agressões
Mulher acusa PSP de a ter espancado em frente à filha de 8 anos na Amadora
Mãos do PSP. Agente alega que foi agredido e empurrado durante detenção
Braços PSP com agressões
Mulher acusa PSP de a ter espancado em frente à filha de 8 anos na Amadora
O SOS Racismo reagiu, esta terça-feira, ao caso da mulher que acusa um agente da PSP de agressão na Amadora. Tal como noticiou o CM, uma mulher acusa um agente de a ter detido e espancado em frente à filha de oito anos, após um desentendimento com um motorista de autocarros.

"A vítima ficou em estado grave, resultado das agressões que sofreu na paragem de autocarros e dentro da viatura da PSP em direção à esquadra do Casal de São Brás", pode ler-se no comunicado enviado às redações.

O SOS Racismo faz referência às "agressões policiais no Bairro da Jamaica" que aconteceram há um ano para denunciar as alegadas agressões de um agente da Polícia de Segurança Pública contra Cláudia Simões.

Segundo o comunicado, a organização conta que a mulher relatou que enquanto era agredida, o agente não "parou de proferir insultos racistas contra ela". De referir ainda que Cláudia assume que as agressões aconteceram em frente à filha de oito anos.

O SOS Racismo afirma que independentemente "das circunstâncias que levaram à intervenção da PSP" a cidadã tem o "direito à integridade física e dignidade". Assim, a ONG "tudo fará para que o caso seja conduzido até às últimas consequências para que se faça justiça e que se acabe com a impunidade de violência policial racista".

"É inconcebível que a vítima seja constituída arguida e presente sine die a tribunal enquanto nada acontece ao seu agressor", pode ler-se.

PSP nega acusação e diz que agente foi agredido e empurrado durante detenção
A direção nacional da PSP diz que a mulher empurrou várias vezes o polícia, que foi ainda pontapeado e empurrado por outras pessoas que estavam no autocarro.

Cláudia Simões, que esta segunda-feira à tarde ainda estava internada no Hospital Amadora-Sintra, regressava, conta uma amiga nas redes sociais, a casa na Falagueira com a filha quando, já no autocarro, deram conta que a menor se havia esquecido do passe para o transporte.

O motorista terá chamado um PSP que estava em patrulha naquela rua, uma vez que a mulher se recusava "proceder ao pagamento da utilização do transporte da sua filha, e também pelo facto de o ter ameaçado e injuriado". "A cidadã, de imediato e sem que nada o fizesse prever, mostrou-se agressiva perante a iniciativa do Polícia em tentar dialogar, tendo por diversas vezes empurrado o Polícia com violência, motivo pelo qual lhe foi dada voz de detenção. A partir desse momento, alguns outros cidadãos que se encontravam no interior do transporte público tentaram impedir a ação policial, nomeadamente pontapeando e empurrando o Polícia", descreve a direção nacional.
"O Polícia, que se encontrava sozinho, para fazer cessar as agressões da cidadã detida, procedeu à algemagem da mesma, utilizando a força estritamente necessária para o efeito face à sua resistência", descreve. Em vídeos publicados nas redes sociais é visível uma luta entre Cláudia Simões e o agente, numa paragem de autocarro, que termina com o polícia a manietar a mulher, em frente à filha desta.

"Salienta-se, que a mesma, para se tentar libertar, mordeu repetidamente o Polícia, ficando este com a mão e o braço direitos com marcas das mordidelas que sofreu e das quais recebeu tratamento hospitalar", acusa a PSP. Reforços policiais conseguiram "conter as pessoas no local e promover a condução da cidadã à Esquadra para formalização da detenção". Foi notificada a comparecer esta terça-feira a tribunal.
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