Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
8

"Estou arrependido": arguido pede desculpa e fala sobre o ataque à Academia do Sporting

Decorre hoje o julgamento do ataque à Academia do Sporting.
Débora Carvalho 14 de Fevereiro de 2020 às 09:10
Gustavo Tavares pertencia à estrutura da Juventude Leonina há 17 anos. Vendia camisolas antes dos jogos. Está em prisão preventiva há seis meses
Gustavo Tavares pertencia à estrutura da Juventude Leonina há 17 anos. Vendia camisolas antes dos jogos. Está em prisão preventiva há seis meses FOTO: Direitos Reservados
Sousa Cintra vai ser ouvido esta sexta-feira no Tribunal de Monsanto, em Lisboa enquanto testemunha, no caso do ataque à academia do Sporting.

Ao longo do julgamento, que começou no dia 18 de novembro de 2019 e decorre no tribunal de Monsanto por questões de logística e segurança, já foram ouvidas mais de 60 testemunhas.

O processo tem 44 arguidos, acusados da coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Bruno de Carvalho, à data presidente do clube, 'Mustafá', líder da Juventude Leonina, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos do Sporting, estão acusados de autoria moral de todos os crimes.

Durante a tarde desta sexta-feira, as testemunhas de Bruno de Carvalho, incluindo Alexandre Godinho (ex-vogal CD), atletas e ex-atletas - Carlos Carneiro, João Pinto e Miguel Maia vão falar.

Para dia 18 está previsto o depoimento de mais testemunhas, como Eduardo Barroso, Carlos Vieira, Jorge Fonseca, José Trindade, João Estorninho, José Ribeiro e, da parte da tarde, Pinto da Costa.

As últimas testemunhas vão ser ouvidas nesse dia. Depois de Pinto da Costa, serão ouvidos os pais de Bruno de Carvalho. Termina aí a produção de prova.  

No dia 21 de fevereiro, vai falar Miguel Maia às 14h00 e Emanuel Calças. Ao que tudo indica, também Ângelo Girão vai depor no dia 28 de fevereiro. 

15h00 - Termina o julgamento. 

14h36 - O advogado de Bruno de Carvalho questiona a testemunha sobre o que aconteceu na reunião de 7 de abril de 2018 entre o antigo presidente, Bruno de Carvalho, e os jogadores. 

A testemunha disse que os capitães não se portaram bem, designadamente na forma como tratavam o presidente. Houve troca de acusações. 

14h34 - Alexandre Godinho, antigo vice-presidente do Sporting começa a depor. 


14h29 - Começa o depoimento de João Pinto, jogador de hóquei via Skype. O jogador realçou a relação próxima que Bruno de Carvalho tinha com a equipa. Também falou Carlos Carneiro, jogador de Andebol do Sporting, que salientou a relação próxima que tinha com a equipa 

10h48 - Sousa Cintra voltou a falar à saída, fazendo críticas mais duras ao Sporting, onde falou da segurança e das claques. 

O arguido João Gomes vai começar a falar. 

10h24 - Gustavo Tavares confirmou que estava nos grupos de Whatspp 'Exército invencível' e 'Academia amanhã'. 

"Estou arrependido. Tive de cessar as minhas relações profissionais e um relacionamento de seis anos. Quero pedir desculpa à juventude leonina, jogadores e famílias, Sporting". Questionado sobre o porquê de estar arrependido, o arguido respondeu "Pelos danos que causei à minha família".

10h17 - Sousa Cintra disse que sempre teve uma boa relação com as claques e revelou que depois do ataque conversou com elas e tiveram um comportamento exemplar.

O arguido Gustavo Tavares, defendido por Aníbal Pinto, disse que estava alcoolizado e que "não estava no estado normal" quando escreveu as mensagens. 

10h10 - Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, pergunta se Sousa Cintra mandou alterar as condições de segurança após ataque.

"Não houve nada do outro mundo. É uma responsabilidade de todos. É pena que miúdos bons irem para maus caminhos. Sempre tive uma boa relação com claques", afirmou.

09h30 - Sousa Cintra fala aos jornalistas à entrada do Tribunal de Monsanto
"Venho aqui como testemunha de alguém que não conheço (Guilherme Sousa Gata). Venho perder tempo, mas fui notificado por isso tinha de vir", avançou o antigo dirigente da SAD leonina à chegada ao tribunal.

"Quando peguei no Sporting havia a situação que todos sabem (...) Não é bom recordar as coisas más, o Sporting conseguiu recompor-se", continuou, quando questionado pelos jornalistas sobre os meses após o ataque em Alcochete. "Foi um dia triste para mim e para o Sporting", disse.

"Quando saí da direção da SAD do Sporting, estávamos em primeiro lugar já depois de jogarmos frente ao Benfica na Luz e com o SP Braga. Estávamos comprometidos em ganhar, mas o Dr. Varandas chegou. Disse que queria unir os portugueses, não conseguiu. Disse que queria unir os sportinguistas, como é que queria unir os sportinguistas mandando o treinador embora?", disse Sousa Cintra, criticando Varandas, atual presidente do Sporting.

"Ele não conseguiu unir os sportinguistas. Quer rescindir com as claques... A união faz a força e essa união acabou", rematou.

"Quando assumi a presidência da comissão de gestão falei com as claques todas. Conversamos. Não houve problema nenhum. A minha relação com as claques foi sempre boa.".

Questionado por Anibal Pinto como é que as claques servem para apoiar e antes de um jogo batem nos jogadores, Sousa Cintra disse que não se ia pronunciar.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)