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"Tinha os olhos abertos e estava a olhar fixamente": Valentina tentou pedir ajuda à madrasta após ter sido espancada pelo pai

Menina de nove anos morreu após ter sofrido violentas agressões. Esteve 13 horas em agonia, sem receber qualquer cuidado.
Correio da Manhã 14 de Maio de 2020 às 13:42
Valentina
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Sandro e Márcia, pai e madrasta de Valentina
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Sandro e Márcia, pai e madrasta de Valentina
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Sandro e Márcia, pai e madrasta de Valentina
Valentina, a menina de nove anos que morreu às mãos do pai e da madrasta, em Peniche, sofreu um autêntico calvário de tortura na noite em que perdeu a vida, e agora, sabe-se que tentou apelar à ajuda da madrasta, ainda que através da linguagem corporal.

Na noite em que viria a morrer, o progenitor começou por queimar-lhe os pés com água muito quente durante o banho, enquanto lhe batia nas pernas e rabo. Sandro tentou ainda asfixiar a menina, tudo na presença da madrasta, Márcia. Uma forte chapada na cabeça acabaria por ser fatal. O casal deixou a criança morrer no sofá. 


De acordo com um despacho ao qual a revista SÁBADO teve acesso, a menina tentou pedir uma "ajuda final" à madrasta, quando as convulsões já atacavam o seu corpo - em resultado do espancamento - e as forças já eram quase nulas.

"Nesse momento, a arguida Márcia percebeu que a menor Valentina tinha os olhos abertos e que estava a olhar fixamente para ela, com um 'olhar de pedido de ajuda', reparando que ela mexia os olhos na sua direção", pode ler-se.

Mas a ajuda nunca chegou. A menina foi deixada a morrer no sofá da casa. Ao longo de 13 horas de agonia, nunca foi amparada por Sandro ou por Márcia, que permaneceram em casa, indiferentes à dor da menina.

O corpo de Valentina foi encontrado sem vida numa zona de mato junto à estrada que segue para a Serra d'el Rey, no distrito de Leiria, coberto por giestas.

Foi transportada para o local pelo pai e pela madrasta, que esta quarta-feira foram colocados em prisão preventiva.

Sandro Bernardo está indiciado do homicídio qualificado e violência doméstica. Márcia está igualmente acusada de homicídio qualificado. Ambos os arguidos estão ainda acusados do crime de profanação de cadáver. A madrasta da menina foi para a cadeia de Tires, enquanto o pai vai ficar em preventiva no Estabelecimento Prisional de Lisboa.
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