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Correio da Manhã

Portugal
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Trabalhadores dos bares dos comboios em greve por aumentos salariais

Deverão estar encerrados os bares dos comboios que fazem o percurso entre Braga e Faro e ligações internacionais.
Lusa 29 de Março de 2018 às 08:29
Comboio
Comboio Alfa Pendular
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Comboio Alfa Pendular
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Comboio Alfa Pendular
Os trabalhadores dos bares dos comboios Alfa Pendular e Intercidades entram em greve esta quinta e na segunda-feira, reivindicando aumentos salariais e a defesa dos direitos laborais.

Em declarações à Lusa, na terça-feira, Francisco Figueiredo da Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT) disse que a greve deverá ter uma "adesão de 100% ou praticamente 100%", num universo de 140 trabalhadores.

O dirigente sindical explicou que deverão estar encerrados os bares dos comboios que fazem o percurso Braga/Faro, além de outros comboios que asseguram serviços internacionais no período da Páscoa.

Por servir ficam ainda as refeições da primeira classe e o serviço nas carruagens, pelo que "os passageiros ficarão sem um serviço que pagaram", referiu a mesma fonte.

Na última reunião de negociações, a empresa empregadora apresentou uma proposta de "oito euros de aumento salarial e pretende retirar direitos dos trabalhadores designadamente: reduzir o pagamento do trabalho suplementar de 100% para 25% na 1.ª hora e de 35% na 2.ª hora", segundo o comunicado da federação.

Os trabalhadores contestam também as propostas de reduções dos pagamentos de "trabalho em dia de descanso semanal de 100% para 50%" e do "trabalho em dia feriado de 100% para 50%".

Foi ainda criticada a retirada do "direito à alimentação em espécie (duas sandes e dois sumos diários)" e o pagamento do "subsídio de alimentação apenas nos dias de trabalho efetivo (pagar apenas 20 dias/mês em lugar de 22 dias (mês)".

"Além disso, a empresa impôs um clima de pressão e assédio do trabalho inaceitável", lê-se.

Na lista de reivindicações estão, nomeadamente, "aumentos salariais justos e dignos" e o fim da "retirada de dias de férias" e o "pagamento do trabalho suplementar na escala de Braga e Internacional".
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