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Correio da Manhã

Portugal

Tribunal de Coimbra volta a adiar processo de alegada fraude em construção de hotel

Em causa está um projeto de construção de um hotel de cinco estrelas com spa na Praia da Tocha.
Lusa 24 de Janeiro de 2022 às 11:50
Construtora Soares da Costa
Construtora Soares da Costa
O Tribunal de Coimbra voltou a adiar esta segunda-feira o julgamento da construtora Soares da Costa e dos promotores de um hotel na Tocha, Cantanhede, que nunca chegou a ser concluído por alegada fraude de 1,2 milhões de euros.

A primeira sessão estava agendada para hoje, depois de já ter sido adiada de novembro de 2021 para 17 de janeiro, mas o facto de um dos juízes do coletivo estar em isolamento profilático, bem como um dos arguidos e um advogado, levaram a presidente do coletivo a adiar novamente a audiência.

A próxima sessão mantém-se para 14 de fevereiro, como já estava marcada, tendo sido agendada uma nova audiência para 18 de fevereiro antes da sessão de 14 de março, que também já estava prevista.

A Soares da Costa, dois ex-responsáveis daquele grupo de construção civil, e três promotores de um hotel de cinco estrelas na Praia da Tocha, Cantanhede, assim como as duas empresas que estes terão utilizado para o negócio, são julgados por uma eventual fraude na obtenção de apoios da Turismo de Portugal.

No processo, o Ministério Público pede a restituição de 1,2 milhões de euros obtidos indevidamente através de um programa de apoio da Turismo de Portugal, acrescidos de 150 mil euros de juros, refere a acusação a que a agência Lusa teve acesso.

Em causa, está um projeto de construção de um hotel de cinco estrelas com spa na Praia da Tocha, candidatado ao Programa de sistema de Incentivos à Inovação, da Turismo de Portugal.

Na intervenção, que nunca foi concluída, estava previsto um investimento global de 5,77 milhões de euros, a que corresponderia um incentivo da Turismo de Portugal de 3,75 milhões de euros (65% do investimento elegível).

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