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Correio da Manhã

Portugal
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Tribunal do Porto aplica penas até oito anos de prisão por sequestro de taxista

Grupo foi imputado ainda o espancamento e roubo de 25 mil euros a um estudante universitário.
Lusa 22 de Janeiro de 2021 às 13:54
Tribunal
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O Tribunal de São João Novo, no Porto, aplicou penas de prisão efetivas até oito anos a quatro acusados num processo por roubos consumados em 2019, incluindo a um taxista que sequestraram na mala do carro.

Fonte judicial disse esta sexta-feira à agência Lusa que o processo tinha um total de sete arguidos e que só um foi absolvido: o acusado por recetação de artigos roubados.

Entre outros crimes, ao grupo foi imputado ainda o espancamento e roubo de 25 mil euros a um estudante universitário.

Além da pena de oito anos de prisão, o tribunal decidiu mais três condenações a penas efetivas -- cinco e 10 meses, seis anos e seis anos e meio de reclusão, respetivamente.

Em acórdão da última segunda-feira, o coletivo de juízes optou por penas suspensas, com regime de prova, para três outros condenados, oscilando entre quatro anos e meio, quatro anos e 10 meses e cinco anos.

A acusação associou o grupo a duas dezenas de roubos e sequestros, consumados em fins de 2019, no Porto e em Vila Nova de Gaia.

O caso do taxista ocorreu às primeiras horas de 10 de novembro de 2019, depois de ter sido chamado a Espinho para transportar três homens ao Porto.

"Durante o percurso, ameaçaram-no e agrediram-no, roubaram-lhe os cartões de crédito e débito e conseguiram levantar 400 euros, depois de obrigarem a fornecer os códigos dos cartões", contou então uma fonte do Comando Metropolitano da PSP do Porto.

Obrigaram-no a entrar para a mala do carro, e abandonaram-no num bairro de Oliveira do Douro, Vila Nova de Gaia, perto de uma esquadra onde, após conseguir libertar-se, já de manhã, foi formalizar a queixa.

Quanto ao estudante universitário, foi sequestrado e espancado por quatro homens e obrigado a revelar o código do seu cartão multibanco, com o qual foram feitos dois levantamentos de 200 euros cada.

Apercebendo-se que o saldo bancário era elevado, de cerca de 25 mil euros, os arguidos gastaram o restante em compras num centro comercial de Matosinhos.

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