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Correio da Manhã

Portugal
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Trio da claque do Vitória de Guimarães ouvido no caso Marega

Arguidos indiciados por discriminação e incitamento ao ódio e à violência em fevereiro.
Liliana Rodrigues 26 de Setembro de 2020 às 09:38
Marega foi insultado e saiu mais cedo do jogo entre V. Guimarães e FC Porto
Marega
Marega foi insultado e saiu mais cedo do jogo entre V. Guimarães e FC Porto
Marega
Marega foi insultado e saiu mais cedo do jogo entre V. Guimarães e FC Porto
Marega
Três adeptos do Vitória de Guimarães, afetos à claque White Angels, começaram esta sexta-feira a ser ouvidos no Tribunal de Guimarães, em primeiro interrogatório judicial, no caso Marega, em que o futebolista do FC Porto foi alvo de comportamentos racistas no Estádio D. Afonso Henriques, em fevereiro passado. Estão indiciados por discriminação e incitamento ao ódio e à violência - arriscam uma pena de prisão de seis meses a cinco anos.

Bruno Teixeira, Hélder Gonçalves e Joaquim Ribeiro, que se encontravam na bancada Poente (a claque fica habitualmente na Sul), são três dos primeiros adeptos identificados ao fim de sete meses de investigação. Outro adepto já foi constituído arguido e confrontado com insultos racistas que fez, numa rede social, ao avançado maliano. Aceitou a suspensão do processo e está proibido de entrar em recintos desportivos.

Os outros três arguidos foram ouvidos pelo Ministério Público de Guimarães, não aceitaram a suspensão do processo e, por isso, esta sexta-feira começaram a ser ouvidos por um juiz numa diligência que continua na próxima sexta-feira. Poderão também ser proibidos de aceder a recintos desportivos como medida de coação. "Estou certo de que não praticaram qualquer ato de incitamento ao ódio naquele estádio e naquele jogo. Espero que não haja necessidade de, não havendo prova, indivíduos que tenham estado no estádio sejam bodes expiatórios", defendeu Pedro Miguel Carvalho, advogado de defesa dos três.
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