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Correio da Manhã

Portugal
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Vigilância nocturna na ilha

As autoridades policiais desenvolveram, na madrugada de ontem, uma operação na ilha de Tavira. A missão foi de rotina e teve por objectivo "dissuadir alterações da ordem pública e comportamentos anti-sociais", disse o responsável pela Capitania de Tavira e Vila Real de Santo António.

17 de Agosto de 2008 às 00:30
As autoridades vão continuar a fazer operações na ilha de Tavira
As autoridades vão continuar a fazer operações na ilha de Tavira FOTO: Lusa

A acção começou às 22h30 de anteontem e terminou pelas 03h30 de ontem. Foi envolvido um total de 38 elementos da Autoridade Marítima, Polícia Marítima, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Guarda Nacional Republicana e Polícia Judiciária. "Não foram registados ilícitos relativos aos objectivos da missão", concluiu o comandante Rocha Pacheco.

SEF e PJ não registaram qualquer ocorrência. A GNR registou duas situações de campismo selvagem e a PM levantou dois autos de infracção a dois cidadãos espanhóis por prática de pesca lúdica sem licença.

Esta acção surgiu três dias depois de o presidente da Câmara de Tavira ter alertado para a migração do botellón da Andaluzia para a região, mas esta não é a primeira operação nocturna do género na ilha de Tavira. A governadora civil, em declarações ao CM, já havia elogiado a vigilância que tem sido feita. O comandante Rocha Pacheco confirmou: "Já foram feitas várias acções este Verão e vamos continuar a fazê-las. Nota-se que a ilha está mais pacífica".

DUAS MULTAS A CAMPISMO ILEGAL

Na operação da madrugada de ontem, que integrou 11 militares da GNR, foi também feita uma abordagem à ilha de Cabanas. E nesta ilha, a Guarda levantou dois autos de contra-ordenação por campismo selvagem.

O CM apurou que os autos foram levantados a duas famílias, com crianças, obrigadas a desmontar as tendas na hora. "Estamos a insistir na fiscalização ao campismo selvagem porque dele pode resultar vandalismo e desordem", disse fonte da GNR.

MACÁRIO ALERTA PARA O BOTELLÓN

Macário Correia enviou cartas ao ministro da Administração Interna e à governadora civil de Faro pedindo legislação adequada ao combate ao fenómeno do botellón. O alerta foi conhecido terça-feira. O presidente da Câmara de Tavira diz que a proibição da tradição sevilhana na Andaluzia está a fazer migrar o fenómeno, sobretudo, para a ilha de Tavira. O botellón caracteriza-se pelo ajuntamento de jovens em espaço público para consumo de álcool pré-comprado.

 

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