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Correio da Manhã

Portugal

William de Carvalho revela que Bruno de Carvalho disse a Mustafá para "partir os carros dos jogadores"

André Geraldes é ouvido esta tarde no Tribunal de Monsanto.
Débora Carvalho 31 de Janeiro de 2020 às 10:08
William de Carvalho
William de Carvalho
Fachada do edifício do Tribunal Criminal de Lisboa em Monsanto
William de Carvalho
William de Carvalho
Fachada do edifício do Tribunal Criminal de Lisboa em Monsanto
William de Carvalho
William de Carvalho
Fachada do edifício do Tribunal Criminal de Lisboa em Monsanto

William de Carvalho está esta sexta-feira em tribunal para relatar as agressões de que foi alvo e o que viu durante o ataque à Academia do Sporting, em maio de 2018.

O CM sabe, de acordo com informação avançada pelo advogado de Bruno de Carvalho, que este não estará presente nesta que é a 24ª sessão de julgamento.

Da parte da tarde, está previsto ser ouvido André Geraldes. 



Acompanhe ao minuto

17h02 -
Fim da sessão de julgamento. Prossegue na próxima terça-feira, dia 4 de fevereiro, com Misic e testemunhas abonatórias às 9h30, sendo que da parte da tarde serão ouvidos Bruno César e Bryan Ruiz. 

16h48 -
Geraldes diz que Jorge Jesus pediu para sair na primeira época do Sporting, e que Bruno de Carvalho já tinha intenção de o despedir antes do jogo com o Marítimo.

15h30 - "
Se o Bruno Jacinto lhe dissesse na segunda à noite que os adeptos iam à academia, o que faria?", questionou a juiza. "Dizia à pessoa para falar com a direção de segurança do clube", responde.

15h15 - Confirma que no dia 15 de maio, Vasco Fernandes lhe ligou a dizer que iam adeptos à academia. "Disse-lhe para ligar ao Ricardo Gonçalves porque estava com um grande problema em mãos [refere-se ao Cashball]. Nesse dia não tinha cabeça para nada. Muita gente me ligou nesse dia", atira. Diz não se lembrar de ter sido contactado por Bruno Jacinto, que nas suas alegações disse ter enviado uma mensagem a Geraldes a avisar que os adeptos iam à academia no dia seguinte, da qual não obteve resposta.

15h05 -
André Geraldes conta que na reunião de abril de 2018, Bruno de Carvalho usou um tom bélico com os jogadores. "Nessa reunião estavam Nuno Mendes, Vasco Santos, Bruno de Carvalho e eu. Foi na casinha da Juventude Leonina. As claques queria exprimir a sua insatisfação", conta, dizendo não se lembrar de alguém ter sugerido uma ida à academia.

14h53 -
Recorda o dia do jogo do Sporting na Madeira: "Não estive perto da situação. Não ouvi a troca de palavras entre Mendes e Jesus. À chegada a Alvalade ficámos retido nas garagens que foram invadidas pelos adeptos."

14h46 -
Sobre reuniões com o presidente, André Geraldes disse que Bruno de Carvalho lhe disse que queria despedir o treinador Jorge Jesus. Confirma que a hora do treino foi alterada por Bruno de Carvalho. Passou da manhã para a tarde.

14h44 -
"Naquele momento não tinha dimensão daquilo que tinha acontecido. Só depois de falar com alguns jogadores e de perceber que alguns viraram as costas ao presidente é que me apercebi da real dimensão", continuou.

14h38 -
"Vi nas televisões aquilo que todos viram. Não queria acreditar. O presidente depois disse para pararmos o que estávamos a fazer e irmos à academia", afirmou, garantindo que se deslocou até Alcochete juntamente com Bruno de Carvalho.

14h29 -
"Conheço o Fernando Mendes, o Mustáfa , o Bruno, o Tiago Silva, o Valter Semedo e o Bruno Jacinto", começou por dizer, acrescentando que respondia diretamente a Bruno de Carvalho.

14h27 - 
André Geraldes vai começar a ser ouvido em tribuanal. Atual CEO do Feirense, foi team manager do Sporting entre 2013 e 2018.

12h53 -
Terminou a primeira parte da 24.ª sessão de julgamento.

12h17 -
William começou a ser questiondo pelo advogado de Bruno de Carvalho sobre prémios no Benfica. A juíza interrompe e não deixa que esta pergunta seja feita porque nada tem a ver com os factos. 

"Não ligou a Mustafá a confrontá-lo com a situação dos carros?", regressa assim às questões o advogado. "Não", diz o jogador. A juíza volta a interferir e diz ao advogado que o apontamento dele "está diferente" do dela.

"Como era a relação com o Bruno de Carvalho?", continua o interrogatório por parte do advogado. "Era uma relação normal entre jogador e presidente", responde William. Advogado pergunta ao jogador se trocacam mensagem e a resposta foi: "sim, quando era preciso".

12h05 -
Advogado de Bruno de Carvalho começa a fazer questões ao atual jogador do Real Betis Balompié (Espanha).

"Quanto tempo estiveram a bater-lhe?", começa por perguntar. "Cerca de um minuto", revela William. O advogado de Bruno de Carvalho pergunta ainda ao jogar se lhe chegaram a tirar a camisola, ao qual ele responde que "não".

"Como conseguiu libertar-se?", questiona o profissional. "Com a ajuda de Patrício e Coates", explica.

No decorrer deste interrogatório, o ex-leão é questionado sobre se "viu o funcionário Frederico Varandas". "Vi", diz. O advogado de Bruno de Carvalho continua as perguntas: "Quando o viu ainda estavam lá os invasores?". "Não", garante William.

11h57 -
O advogado de Mustafá começa a interrogar William de Carvalho e pergunta ao jogar que tipo de relação tinha com o seu cliente. Uma "relação boa", diz o ex-leão.

"Disse que recebeu um telefonema de Mustafá a dizer que o presidente o mandou partir os carros dos jogadores?", pergunta o advogado e o jogador responde que "sim". Telefonema esse que aconteceu em janeiro. 

"Porque terá o presidente pedido isso"?, pergunta a William que refere não saber.

11h21
- A juíza confrontou o jogador por este ter ligado duas vezes a Elton Camará no dia 15. Estas chamadas nunca foram atendidas. William explica que "possivelmente" ligou porque queria falar com Camará mas não se lembra.

A juíza confrontou ainda William por este ter ligado a Mustafá. Este responde que lhe ligou a perguntar o que se tinha passado.

11h07 -
William de Carvalho fala agora sobre uma reunião que aconteceu, com Bruno de Carvalho, depois do jogo do Sporting frente ao Atlético.

Nessa reunião, conta o ex-leão, o "presidente virou-se para mim e disse que eu era o culpado de tudo e que já devia ter saído há muito tempo".

"Houve um dia que o Mustafá me ligou a dizer que o presidente lhe tinha ligado e tinha dito para partir os carros dos jogadores", revela aos juízes. Nessa reunião, William questionou Bruno de Carvalho sobre esta situação. Bruno de Carvalho negou ter mandado Mustafá partir os carros.

11h00 -
William de Carvalho começa a ser questionado sobre a reunião que Bruno de Carvalho teve com Geraldes. "O que se falou?", questionam.

"O presidente perguntou se, independentemente de tudo, estávamos com ele", conta acrescentando que "ninguém percebeu bem o que ele queria dizer".

Nessa reunião foi ainda falado sobre o comportamento de Acuña. "O Bruno de Carvalho disse que tinha vários elementos da claque a ligar-lhe" e acrescentou ainda, diz William, que os jogadores podiam "ficar traquilos" porque ele ia "resolver esta situação".

10h51 -
"Quando entraram chamaram por quatro jogadores. Eu era um deles", revela. 

William de Carvalho procura justificar o porquê do ataque a jogadores específicos. "Em relação ao Acuña julgo que foi por causa do jogo na Madeira.

"E em relação ao Bataglia e ao Patrício, percebeu o porquê?", perguntam os juízes. "Não", diz o ex-leão.

A Procuradora regressa ao tema do jogo na Madeira, uma partida em que os verdes e brancos foram derrotados. "Perdemos o jogo e os adeptos começaram a chamar-nos nomes", conta William.

10h47 -
Os juízes voltam a questionar o jogador sobre o Aleluia: "Tem o número do Aleluia". William de Carvalho diz que "sim" e os juízes perguntam-lhe se "tiveram depois alguma conversa sobre isto [o ataque]". O jogador diz que "não".

"Alguma vez tentou entrar em contacto com ele", perguntam. "Não", atira William.

"Na qualidade de capitão, sabia que adeptos iam ver jogadores ou falar com eles?", questionam e o jogador responde que isso "aconteceu uma ou duas vezes. Não era habitual". Era algo, que segundo o jogador, era planeado e não acontecia de surpresa.

10h41 -
Questionado sobre se viu alguém de cara destapada durante o ataque, William de Carvalho revela que viu "o Fernando Mendes e o Aleluia na parte de fora do edifício". O ex-leão admite que falou com eles mas afirma não se recordar de lhe terem dado alguma explicação. "Não me recordo, não sei", diz aos juízes.

Foi depois de os ver que William diz ter visto também Jorge Jesus. "O mister estava com sangue na cara e no pescoço", recorda. "Não sabia o que fazer, era uma situação de pânico", afirma.

10h35 -
William de Carvalho assume, em tribunal, que viu Valter Semedo, um dos arguidos, no corredor. Disse ao jogador que falavam depois.

O coletivo de juízes pergunta ao jogador de têm o contacto telefónico um do outro. "Sim", responde. Continua o interrogatório e o ex-leão é questionado se falou com Valter Semedo depois do ataque. William responde que "não".

10h24 -
Relembrando que foi agredido no peito e nas costas, William conta ainda que lhe disseram para despir a camisola. Um atacante "agarrou-me no braço e dizia-me que eu não era digno de vestir a camisola" dos leões.

Depois de ser agredido, o jogador relembra que Rui Patrício o tentou socorrer a ele e aos colegas. Depois, conta, "não vi mais agressões". "O vestiário ficou cheio de fumo e vi-os lançarem tochas".

10h19 -
William de Carvalho começa a recordar o dia do ataque. "Eu estava no balneário quando as pessoas entraram lá", diz. 

"Gritavam e faziam barulho", continua. "Começámos a ouvir gritos e a ver pessoas a virem em direção ao balneário". "Estávamos a sair do ginásio" quando tudo aconteceu, conta o jogador. 

A participar no ataque estavam "cerca de 40 homens. Eram mais do que os jogadores. Nós só éramos 23 ou 24", relembra, especificando que os atacantes "estavam de cara tapada". "Entraram, iam aos gritos e diziam que nos iam matar", diz William.

10h15 -
Começou a 24.ª sessão de julgamento. William de Carvalho, de 27 anos, começa a ser ouvido. 

O jogador, que saiu do Sporting, em 2018, é questionado sobre que arguidos conheçe. Ao coletivo de juízes, o ex-leão responde que conhece o Elton Camará, o Bruno de Carvalho, o Valter Semedo, o Fernando Mendes eo Mustafá.

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