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Sociedade
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Vai de férias em agosto? Previsões apontam para temperaturas abaixo dos valores normais

Localidades a sul de Castelo Branco serão as mais ‘quentes’.
Francisca Genésio 31 de Julho de 2019 às 01:39
Nos próximos dias o cenário de praias cheias de turistas ainda não se deve verificar devido ao tempo fresco
Agosto é um mês preferido pelos portugueses para gozar o período de férias
Praia do Navio
Praia dos Galapinhos
Mergulhos
Nos próximos dias o cenário de praias cheias de turistas ainda não se deve verificar devido ao tempo fresco
Agosto é um mês preferido pelos portugueses para gozar o período de férias
Praia do Navio
Praia dos Galapinhos
Mergulhos
Nos próximos dias o cenário de praias cheias de turistas ainda não se deve verificar devido ao tempo fresco
Agosto é um mês preferido pelos portugueses para gozar o período de férias
Praia do Navio
Praia dos Galapinhos
Mergulhos
O último dia do mês de julho fica marcado por uma ligeira subida das temperaturas e diminuição do vento, mas é pontual. A partir de quinta-feira, primeiro dia de agosto, o mês eleito por muitos portugueses para ir de férias, apenas o Interior do País - salvo uma ou outra exceção - terá temperaturas superiores a 30 graus.

"O mês de agosto começa com uma descida das temperaturas de cerca de três graus. A diminuição dos valores vai ser sentida sobretudo na região Litoral do País, embora haja localidades, sobretudo de Castelo Branco em direção a sul, com temperaturas acima dos 30 graus", explicou ao Correio da Manhã a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) Madalena Rodrigues.

O boletim mensal do IPMA alerta para temperaturas "abaixo do normal" até ao final do mês de agosto.

À semelhança dos últimos dias, as previsões apontam para céu com nuvens e pouco convidativo para idas à praia, pelo menos até sexta-feira. Acresce o facto de todo o território estar em risco elevado no que diz respeito ao índice Ultravioleta (UV).

O IPMA recomenda, por isso, a toda a população que evite a exposição solar, sobretudo esta quinta-feira, altura em que Portugal Continental estará em risco ‘muito elevado’.

A população deve adotar, ainda, medidas como a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, guarda-sol, protetor solar e evitar a exposição das crianças durante os próximos dias.

As previsões do Instituto revelam ainda que as noites de verão vão continuar "frescas", tal como nos últimos dias. O vento ‘forte’ que se tem feito sentir esta semana irá, no entanto, dar tréguas.

Precipitação abaixo do normal
O boletim do IPMA revela também "valores abaixo do normal" no que diz respeito à precipitação no início do mês. Há, no entanto, possibilidade de chuva para o Norte do País para amanhã. A probabilidade é maior de manhã.

Índice ultravioleta varia entre 1 e 11
Quando o índice ultravioleta varia entre 1 e 2 significa que o risco de exposição à radiação UV é baixo; 3 a 5 é moderado; 6 a 7 é elevado; 8 a 10 é muito elevado e superior a 11 é extremo.

Compra de ventoinhas com calor extremo
Em 2017 e 2018, as altas temperaturas que se fizeram sentir no verão levaram a um aumento da procura de produtos como ventoinhas. Em 2017 o mês crítico foi junho e em 2018, agosto.

Portugal escapa à onda de calor
Portugal é dos poucos países que escapam à massa de ar quente vinda do deserto do Saara que elevará o mercúrio dos termómetros para lá dos 40 graus em quase toda a Europa.

Esplanadas são solução para calor
As esplanadas dos bares e cafés, sobretudo na região do Alentejo, enchem-se por esta altura do ano. É uma forma eficaz de resistir ao calor. Com as altas temperaturas, o perigo de desidratação aumenta, sobretudo nos idosos, já que não sentem sede. A Direção-Geral da Saúde apela à ingestão de dois litros de água por dia.

Mais militares na prevenção
O Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) anunciou esta terça-feira um reforço de cerca de uma centena de militares nas ações de vigilância terrestre e patrulhamento em todo o território nacional até amanhã.

A medida surge no seguimento de um pedido da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, no sentido de aumentar as ações de prevenção por todo o País, tendo em conta a subida das temperaturas, ocorrida entre esta terça-feira e quarta-feira, acompanhada de uma maior intensidade do vento, o que aumenta o risco de incêndio.

"Os militares das Forças Armadas irão ser empenhados em operações de vigilância terrestre, mas em caso de necessidade poderão ser empenhados em ações de pós rescaldo ou de apoio às operações de proteção e socorro que possam vir a ser desencadeadas", pode ler-se no comunicado do EMGFA.

No documento, a EMGFA explica ainda que se tratam de 24 patrulhas - 16 do exército e oito da Marinha - e que os militares vão atuar nos distritos de Beja, Castelo Branco, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Santarém e Setúbal.

Devido ao elevado risco de incêndio em algumas zonas do País, a Proteção Civil lembra que atividades como a queima de matos cortados e amontoados não é permitida, assim como o uso de fogareiros.

SAIBA MAIS
47,4
A temperatura mais elevada registada em Portugal, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, aconteceu em 1 de agosto de 2003, na Amareleja, Moura. A mínima mais baixa verificou-se nas Penhas da Saúde, Covilhã: em 5 de fevereiro de 1954 registaram-se 16 graus negativos. Nas cidades, a temperatura máxima mais elevada registou-se em Beja: 45,4o C, no dia 1 de agosto de 2003.

Verão boreal e austral
O verão é uma das quatro estações do ano, sendo considerada a mais quente. No hemisfério Norte, onde se encontra Portugal, o verão boreal começa a 21 de junho; no hemisfério sul (onde se encontra Angola, Moçambique e Brasil), o verão austral começa a 21 de dezembro.
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