Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade
8

Rio inunda praia fluvial em Torre de Moncorvo

Principal acesso à aldeia da Foz do Sabor cortado devido à subida do nível das águas.
Lusa 20 de Dezembro de 2019 às 11:39
Rio inunda praia fluvial em Torre de Moncorvo
Rio inunda praia fluvial em Torre de Moncorvo FOTO: Direitos Reservados
O rio Sabor galgou as margens durante a madrugada desta sexta-feira na zona ribeirinha do concelho de Torre de Moncorvo, cortando o principal acesso à aldeia da Foz do Sabor, disse fonte da proteção civil.

Segundo o responsável pela proteção civil municipal de Torre de Moncorvo, José Menezes, a subida das águas do rio inundou todo o complexo turístico da Praia Fluvial da Foz do Sabor, onde se registam "danos avultados".

"A ligação à Foz do Sabor está cortada porque a ponte acabou por ficar parcialmente submersa com aumento do caudal do rio e a circulação automóvel faz-se pela Horta da Vilariça. No espaço da praia fluvial, também há danos consideráveis devido à subida das águas o que acabou por inundar todo a estrutura e causar graves prejuízos", indicou o responsável.

A Proteção Civil de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, acabou por registar "algumas dezenas" de ocorrências durante a noite, como inundações de habitações ou quedas de taludes que acabaram por afetar as ligações rodoviárias municipais.

No concelho vizinho de Mogadouro, a estrada municipal que liga a aldeias dos Estevais a Carviçais (Torre de Moncorvo) esteve cortada ao trânsito durante a noite e madrugada e, às 10h00, a circulação fazia-se de forma condicionada.

Segundo o presidente da câmara de Mogadouro, Francisco Guimarães, outra das zonas afetadas pelo mau tempo foi a chamada "reta de Vale da Madre, que esteve cortada ao trânsito durante a madrugada" devido a um "enorme lençol de água que ali se criou", o que acabou por causar "constrangimentos" a um 'stand' automóveis ali instalado.

A passagem da depressão Elsa, em deslocação de norte para sul, provocou em Portugal dois mortos, um desaparecido e deixou 70 pessoas desalojadas, registando-se até à manhã desta sexta-feira mais de 6.200 ocorrências.

Num balanço feito à agência Lusa cerca das 09h00 desta sexta-feira, o comandante Paulo Santos, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), disse que foram registadas 6.237 ocorrências desde quarta-feira, afetando em especial os distritos de Porto, Viseu e Lisboa.

O responsável destacou como ocorrências principais as quedas de árvores, movimentos de terras, inundações e quedas de estruturas. O mau tempo provocou também danos na rede elétrica, afetando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

Ver comentários