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Correio da Manhã

Sociedade
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Aulas começam com falta de material informático

Dirigente sindical diz que Governo falhou promessa de fazer chegar computadores e internet a todos.
Tiago Virgílio Pereira e Joana Almeida 17 de Setembro de 2020 às 08:32
Externato São Vicente de Paulo  no regresso às aulas
Viseu com medidas anti-Covid
Higiene reforçada nas salas de aulas
Externato São Vicente de Paulo  no regresso às aulas
Viseu com medidas anti-Covid
Higiene reforçada nas salas de aulas
Externato São Vicente de Paulo  no regresso às aulas
Viseu com medidas anti-Covid
Higiene reforçada nas salas de aulas
O ano letivo arranca esta quinta-feira na maior parte das escolas. Os novos desafios colocados pela pandemia de Covid-19 e eventual fecho de estabelecimentos de ensino levaram o secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva, a sublinhar esta quarta-feira que "não foi cumprida a promessa, por parte do Governo, de fazer chegar computadores e internet a todos", de forma a tornar possível aulas à distância.

O dirigente sindical participou na apresentação do ano letivo no setor privado, no Externato São Vicente de Paulo, em Lisboa. Para a diretora da instituição, Maria Gabriela Castro, "conciliar o ensino presencial e à distância representa um desafio". Por sua vez, o presidente da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo, Rodrigo Queiroz e Melo, sublinhou a importância do equipamento tecnológico.

"Há a preocupação nas escolas de serem locais seguros", disse José Batalha, da Confederação Nacional das Associação de Pais. Exemplo do cuidado é a Infante D. Henrique, em Viseu. À entrada, a temperatura é medida aos alunos que depois integram um dos circuitos definidos pela escola. "Os circuitos identificam as salas para onde se devem dirigir. No exterior há também um espaço definido por turma", disse ao CM o diretor João Caiado.

"O que se pretende é que se evitem os cruzamentos", complementou. De forma a agilizar processos, também os horários foram alterados. De manhã só os alunos do 5º e 6º ano têm aulas. Para os alunos do 3º Ciclo as aulas serão, sobretudo, durante a tarde.
Já na sala de aula reside o maior problema. Não se irá cumprir o distanciamento de, pelo menos, um metro, recomendado pela Direção-Geral da Saúde.

"Vão estar sentados dois alunos por carteira. A escola não tem condições para ser de outra maneira. Nas salas vão estar mais de 25 alunos e é impossível sentar cada um numa carteira", resumiu o diretor. Cada sala vai contar com um frasco de álcool-gel. Todos devem higienizar as mãos à entrada. O refeitório vai funcionar, se bem que o apelo da direção aos pais foi o de evitar fazer refeições na escola. O bar está encerrado, assim como a sala de convívio. Caso um aluno apresente sintomas é levado para uma sala de isolamento.

38 professores de quarentena atrasam início do novo ano em Santiago do Cacém
Em Santiago do Cacém, o ano letivo vai arrancar de forma faseada, avançou o diretor do Agrupamento de Escolas, Manuel Mourão. A decisão resulta de 38 professores estarem de quarentena, depois de um docente ter testado positivo para a Covid-19. "Os alunos do 1º Ciclo da Escola Frei André da Veiga, em Santiago do Cacém, só começam as aulas na próxima segunda-feira", explicou. Para os alunos do ensino Pré-Escolar, 1º Ciclo e 2º Ciclo de Santa Cruz as aulas começam esta quinta-feira. Quanto ao 3º Ciclo e ao Ensino Secundário "só vão abrir no dia 24".

Escola básica fica sem docentes titulares em Braga
A EB de S. Mamede, Braga, está sem professoras titulares de turma - uma testou positivo e as outras três ficam em isolamento. A escola apela a que os alunos do 1º ano fiquem em casa. Os outros três anos terão docentes de apoio educativo.

PORMENORES
Moura com 425 negativos
Todos os 425 testes de despiste de Covid-19 realizados aos professores e funcionários das escolas do concelho e da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Moura deram negativo, anunciou o Serviço Municipal de Proteção Civil. São investidos 55 mil euros no programa.

Fogo em Oleiros adia aulas
Em Oleiros, o Agrupamento de Escolas Padre António de Andrade decidiu adiar o arranque do ano letivo devido ao "incêndio de grandes proporções que assola o concelho e os constrangimentos a ele associados". As aulas presenciais vão começar a 21 de setembro.

Mesas em Porto de Mós
O município de Porto de Mós apetrechou as escolas do 1º Ciclo com mesas individuais para garantir o distanciamento. "Recorremos a algum material que tínhamos armazenado e outro comprámos", explicou o autarca local, Jorge Vala. Foram distribuídas cerca de mil carteiras.
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