Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade
9

DGS prevê aumento brusco de mortos nos próximos dias e pede alargamento de horários a cemitérios e crematórios

Autoridades pedem que se evite rotura de stocks de urnas.
Secundino Cunha 6 de Fevereiro de 2021 às 01:30
A carregar o vídeo ...
DGS prevê aumento brusco de mortos nos próximos dias e pede alargamento de horários a cemitérios e crematórios
A Direção-Geral da Saúde (DGS) admite, para os próximos dias, um “eventual aumento brusco no número de óbitos” e pede, por isso, que as funerárias uniformizem os modelos de caixões, preferindo um que possa ser cremado e enterrado, evitando, assim, a rotura de stocks.

Nas novas regras para a realização de funerais, a DGS reforça os cuidados a ter por todos os intervenientes, mantém os velórios proibidos e, prevendo o disparar do número de mortes, solicita às autarquias que alarguem os horários de funcionamento dos crematórios e dos cemitérios.

“Os cemitérios e crematórios deverão funcionar na sua capacidade máxima, preferivelmente em horário e calendário alargado”, pode ler-se no documento de 13 páginas.

Quanto aos funerais, a autoridade de saúde lembra que “não pode impedir-se a presença de cônjuge ou unido de facto, ascendentes e descendentes”, mas sublinha que não devem marcar presença “grávidas, doentes e idosos”.

De resto, a DGS solicita que, em caso de morte por Covid-19, as cremações e inumações ocorram no mais breve espaço de tempo possível, sublinhando que esse tempo “nunca deve ser inferior a doze horas”.

Quanto à abertura das urnas, para que os familiares possam ver o falecido, a DGS não a proíbe, mas desaconselha-a, referindo que será preferível a utilização de urnas com visor. Nos casos em que as famílias façam questão de abrir o caixão, deve ser “rápido” e ninguém pode tocar no corpo.

Urnas com visor não ficam mais caras
São urnas diferentes, com uma janela na parte do rosto do defunto ou com vidro a todo o comprimento, mas não são mais caras do que as outras. São as usadas para transportes internacionais.

Autópsias devem ser, se possível, evitadas
“A menos que haja suspeita de crime, as autópsias médico-legais devem ser dispensadas”, é o que pode ler-se nos novos “procedimentos post mortem” publicados pela Direção-Geral da Saúde.

Quase metade dos óbitos são cremados
Um crescimento exponencial, provocado pela pandemia. No ano de 2019 foram realizadas em Portugal 22 mil cremações. Em 2020, foram mais de 57 mil, quase metade dos óbitos.
Mais informação sobre a pandemia no site dedicado ao coronavírus - Mapa da situação em Portugal e no Mundo. - Saiba como colocar e retirar máscara e luvas - Aprenda a fazer a sua máscara em casa - Cuidados a ter quando recebe uma encomenda em casa. - Dúvidas sobre coronavírus respondidas por um médico Em caso de ter sintomas, ligue 808 24 24 24
DGS Direção-Geral da Saúde questões sociais morte política direitos humanos pandemia coronavírus
Ver comentários